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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Travesseiro de Corpo

Tenho grande dificuldade em dormir normalmente conciliando postura decente com travesseiros. Atualmente durmo com 3 travesseiros. Poderiam ser 4. Daí descobri por acaso isso hoje, um "travesseiro de corpo".  É estranho, e não posso deixar de pensar que é um pouco (só um pouquinho) bizarro, mas deve ser muito útil. Custando em média R$ 70,00, não é muito caro, e nesta loja tem até um bem mais barato (só que aparenta ser mais mole, talvez não seja tão bom).  Os da marca Duoflex me pareceram ser melhores (como este da foto).

Prefiro o filme na minha cabeça

Sem nunca ter lido, e sem nunca ter visto um filme, eu não gostava de Harry Potter. Porque, realmente, qualquer coisa da moda, que faz pessoas se fantasiarem e ficarem quase fanáticas, já de cara me desinteressa. Mas, enfim, por razões profissionais em 2005 eu vi um dos filmes no cinema (O cálice de fogo) e era até interessante. Daí este ano resolvi me atualizar no mundo de bruxarias e vi todos os filmes, a partir do segundo (A Câmara Secreta) e acabei ficando super integrado no mundo das pessoas que gostam de Harry Potter (embora não tenha me fantasiado de nada).

Tive então interesse em ler os livros, mas não tinha paciência para começar desde o primeiro - que é mais infantil -, então resolvi ler apenas o último, que deveria me esclarecer sobre as dúvidas numerosas que surgiu ao ver os filmes. E o livro é ótimo, com uma narrativa super poderosa, cheio de cenas excelentes e altas revelações. Estava então ancioso para ver o filme - a parte final de As relíquias da Morte. E eis que o filme acabou sendo bem decepcionante.

 

 Aqui não me interessa fazer comparações ranhentas entre livro x filme, mas sim entre algo que funciona muito bem (a narrativa literária) e algo que é tão simplificado que não funciona como final decente para a história (o filme).

O roteiro é tão cheio de clichês, que me deu pena por terem desperdiçado um material original tão cheio de possibilidades. Perderam a oportunidade de fazer grandes cenas com os grandes momentos do livro, e diluíram os grandes atores - e os grandes personagens - em uma produção que acaba sendo mais infantil do que os últimos outros três filmes. Não fazem uma cena sequer decente com a Helena Bonham Carter, desperdiçam muito das sequências entusiasmantes que há com a personagem de Maggie Smith no livro, e Ralph Fiennes é sub-aproveitado em cenas de edição rápida e de espírito pequeno. Ah, e o flashback da vida do Severo Snape é tão flash que não sei se quem não leu o livro notou a importância daquilo que é tão vagamente mostrado ali.

Na verdade o livro é uma tragédia, é algo que começa mal e acaba mal, mesmo que chegue-se a um fim satisfatório ao "bem", muita coisa de errado acontece, e todos saem transformados - e transtornados - da guerra. No filme, não, é tudo tão fácil, limpo (sangue? onde? tem 400 pessoas morrendo e não há sangue; as pessoas morrem e viram purpurina) e igual ao que já se viu.

O livro nos remete aos alastramento do nazismo, e aos anos de guerra fria. Neste filme, não há a sensação de terror e sufocamento que a leitura da obra de JK Rowling nos traz. Os três filmes anteriores dirigidos por David Yates (também diretor deste) vão se tornando cada vez mais pesados e complexos, mas este sai da linha, é um mero filme de ação juvenil - o que os outros já haviam deixado de ser há tempos.

Ian McKellen e suas palestars anti-homofóbicas

 

Por acaso encontrei um texto bacana, no jornal britânico The Guardian, falando sobre as palestras que o ator Ian Mckellen (intérprete dos personagens Gandalf e Magneto no cinema, entre outros) faz em escolas na Inglaterra para debater as questões referentes a homossexualidade. Fiz a tradução (bem corrida e, portanto, um pouco tosca) do texto e coloco abaixo. Para ler o original, escrito por em abril deste ano, é só clicar aqui.

 

Ian McKellen visita escolas para debater temática gay

Por Gary Nunn

 

“Vocês conhecem alguém gay?” pergunta Sir Ian McKellen. Silêncio. Cabeças movem-se. “Bom, vocês conhecem agora. Eu sou gay.” É minha vez de falar: “Vocês conhecem dois agora. Eu freqüentava esta escola – e eu sou gay”, eu digo. “Vocês conhecem três agora”, contribui um aluno do último ano. Os outros alunos não parecem tão surpresos, e ele parece admiravelmente confortável com sua sexualidade. Em seguida: “Eh... Bem, vocês conhecem quatro agora.” Todos se viram para ver um garoto uniformizado, dirigindo-se a Ian McKellen. Todos admiram-se, inclusive eu, mas ninguém fala. Então McKellen diz, com sua voz suave, “Que tal isso? Parece que todos conhecemos mais pessoas gays do que costumamos pensar.”

Este é o terceiro mês da série de visitas que McKellen faz em escolas secundárias em nome da Stonewall, uma entidade pelos direitos de igualdade gay que ele co-fundou em 1989, e na qual eu trabalho. Nós dois viemos à escola Hundred of Hoo, em Kent, Inglaterra – na qual me formei há mais de uma década.

Tem se tornado uma cena familiar para mim. “Minhas visitas a escolas geralmente são premiadas por pessoas se assumindo,” ele diz. “E não me refiro apenas a alunos – já houve funcionários se revelando aos seus chefes também”.

McKellen obviamente tem um efeito poderoso sobre as escolas que visita; como isso faz ele se sentir? “Um pouco sobrecarregado – e privilegiado”, comenta.

Gandalf usou sua magia em 54 escolas secundárias nos últimos dois anos. Seu sonho? Um sistema de ensino livre da homofobia que o tem atingido por anos – e um currículo que plenamente inclua lésbicas, gays e bissexuais.

McKellen e a Stonewall encaram as visitas a escolas como um ponto crucial para garantir que nenhum potencial seja negado aos alunos gays de hoje – especialmente para aqueles que têm tido o desempenho abalado pelo bullying.

A homofobia era frequente quando eu era estudante. “Anormal” e “bicha” eram palavras familiares, jogadas a qualquer um que, como eu, percebeu que seria gay. Consequentemente, ninguém se atrevia a se assumir. Isso criou um círculo vicioso: professores não viam motivo para falar sobre questões referentes a homossexualidade se aparentemente não havia alunos homossexuais. Só depois que saí da escola foi que descobri que três dos meus melhores amigos também eram gays. Nós éramos assustados demais até para revelar isso entre nós.

O famoso “artigo 28” da lei introduzida quando Margaret Thatcher era primeira-ministra teve grande culpa por isso. A lei tornou ilegal as escolas “promoverem” a homossexualidade na Inglaterra.  Então a homofobia foi corroendo sem obstáculos por 15 anos, até a revogação da lei em 2003. Mas a ressaca permanece. Recente pesquisa do portal YouGov para a fundação Stonewall relatou que 9 entre 10 professores de escolas admitem que seus alunos experienciam bullying homofóbico, mas 9 entre 10 nunca receberam nenhum tipo de treinamento sobre como lidar com isso. Noventa e cinco por cento dos professores já escutaram a frase “você é muito gay” ou “isso é tão gay”. Homofobia é tão comum que “gay” entrou para o vocabulário como sinônimo de qualquer coisa inadequada.

Mas eu mal reconheço a escola neste meu retorno. Questões gays estão muito mais presentes – e os estudantes estão abertamente honestos sobre seus preconceitos. “Nós pesquisamos você ontem no Google, Gandalf... Quer dizer, Sir Ian!”, diz uma garota de 12 anos. “Nós ficamos surpresos quando descobrimos que você é gay, porque você não se parece nada com o Alan Carr!” (Alan Carr é um comediante da televisão inglesa que tem trejeitos afeminados). McKellen respondeu que pessoas gays vêm em todos os tamanhos, formas e personalidades, assim como pessoas hetero. Ian conhece Alan e diz que ele é exatamente daquele jeito também fora da TV. O mais importante é que ele possa ser ele mesmo.

A classe escuta atentamente enquanto o ator diz que se assumiu publicamente em 1988, quando tinha 49 anos, porque o artigo 28 estava sendo debatido no parlamento. “Você não se preocupou que isso pudesse acabar com sua carreira?”, uma estudante pergunta. Sim, mas era um risco que estava disposto a correr, McKellen responde, e explica como a visibilidade gay era tão importante na época.

O que ele acha das reações dos estudantes? “Até começar a visitar às escolas, eu não tinha percebido o quanto ainda existe de bullying  homofóbico. Falando abertamente sobre minha vida como homem gay e escutando as considerações dos estudantes, das equipes , dos pais e dos governantes, eu espero que as visitas façam alguma diferença e também consigam dar confiança aos estudantes gays para sua vida futura.”

 

Linguagem homofóbica

É hora da reunião de toda a escola, o grande final da visita de Gandalf. “Eu não sou inútil”, McKellen afirma na entrada da minha antiga escola, “mas quando você usa esta palavra como um insulto, é o que você está dizendo sobre mim. Então, por favor, prestem atenção à linguagem de vocês. Por que se não, vocês também não vão prestar atenção ao que vocês fazem...” Ele continua, contando como Ian Baynham foi recentemente morto em um ataque de jovens homofóbicos. “A garota que bateu na cabeça dele usava a palavra ‘gay’ querendo dizer algo indesejável e inútil. E isso provavelmente a convenceu de que pessoas gays são indesejáveis e inúteis e não merecem viver.”

Isso teve um grande efeito sobre dois amigos de 10 anos, que me disseram: “Nós não percebemos que chamar as coisas de ‘gays’ podia ofender alguém. Foi tocante quando ele disse que nunca foi capaz de dizer à sua mãe que ele é gay. Um dos nossos amigos é gay e ele sofre abusos por causa disso. Nós esperamos que isso pare.”

McKellen também visita classes para promover o guia de currículo escolar da Stonewall chamado “Oh, não esse papo gay!”, que aconselha professores a como inserir questões homossexuais nas suas aulas.  Em aulas de ciência, por exemplo, pode ser um alívio para alunos gays aprender como a atração pelo mesmo sexo é um fator natural também em outras espécies.

A nova campanha da Stonewall em escolas também inclui o militar James Wharton, que, aos 24 anos, é a nova face da luta pela igualdade gay: ele foi o primeiro soldado assumidamente homossexual a aparecer na capa da Soldier, a revista das Forças Armadas da Inglaterra. Wharton visitará escolas com a fundação Stonewall nos próximos meses.

 

Hamburguer de verdade em Porto Alegre

Just Burgers é um bom nome, parece uma rede de lancherias prontamente vinda de New Jersey, mas na verdade é hamburqueria original de Porto Alegre. Situada na Rua Lima e Silva, sempre me pareceu interessante quando passava na frente e resolvi proveitar a oferta de um desses sites de compra coletiva para ir lá conhecer e provar um hamburguer.

Realmente o sabor do hamburquer é um grande diferencial. Tem gosto de churrasco, e não é porque seja artificialmente flavorizado (de acordo com o site deles, os hambúrqueres são assados em pedra cerâmica, por isso a sensação gustativa superior a todos os concorrentes). Não é muito grande - poderia comer dois, nem é dos mais convidativos ao bolso - R$ 12,00 a opção que vem com um hamburguer bovino de 150 gramas; mas vale o que se paga, é bom, o ambiente é bonito, o atendimento é prestativo e eficiente.
Os hambúrqueres vêm acompanhados de um molho, que se escolhe entre 3 opções. Provei o Just Mix, que vem com maionese, azeitona e alcaparras (ótimo!), e o Hot, à base de carne levemente picante, dizem (mas não era nada picante, na verdade, nem tinha assim um sabor identificável).
Os condimentos são de uma boa marca (Heinz) e não aqueleas bisnagas cheias de deus-sabe-o-quê que geralmente se apresentam (ou - pior - aqueles sachês com maizena colorida dizendo que é catchup).
Eles também têm várias outras opções de hamburgueres, além de outros tipos de pratos,  como saladas e espetinhos (que pareceram bem interessantes, por um bom preço).
Voltarei lá próximas vezes.

O site deles: www.justburgersbrasil.com.br

Conviction

 

 

Nem sabia da existência desse filme (que se chama "Uma vida pela liberdade" no Brasil), e de repente comecei a assisti-lo e achei o negócio um tanto impressionante. Não pelo filme em si, mas pelo exemplo de convicção, esperança, perseverança e abnegação de alguém que realmente acredita na inocência de outra pessoa.

Baseado em fatos reais, trata de um caso emblemático de condenação equivocada. E não é pouca coisa: Kenny Waters foi condenado à prisão perpétua por assassinato, e a irmã dele, Betty Anne, passou os 18 anos seguintes concluindo o high school e fazendo faculdade de direito para que finalmente ela pudesse assumir o caso e tentar reabrir o processo. E, apesar de um mundo de contrariedades, ela, com a ajuda do The Innocence Project, milagrosamente consegue provas materiais e evidências de falsos testemunhos e manipulação de testemunhas pela polícia e consegue libertar o irmão.

Uma história polpuda dirigida por Tony Goldwyn (o amigo traidor de "Ghost"), com ótimos atores (Hilary Swanky, Minnie Driver, Sam Rockwell), fotografada com uma câmera inquieta pelo brasileiro Adriano Goldman. Não é um grande filme, mas é algo que faz a gente pensar "eita, se fosse meu irmão, dedicaria assim minha vida para tentar provar a inocência dele?". Pessoas podem sempre surpreender, para o bem e para o mal. É sim.

Em 2009, a família dele foi indezinada em 3,4 milhões de dólares pelo erro judicial. A policial responsável pelas falsas acusações não pôde ser punida, no entanto, porque já havia passado muito tempo.

Mas a ironia de Deus foi que, após o cara ficar 18 anos preso, ele finalmente começa vida nova em liberdade e MORRE AO CAIR DE UM MURO, SEIS MESES DEPOIS de sair da cadeia.

Nesse pequeno vídeo aparece um pouco da história e dos personagens reais:

 

Eu voltei (por enquanto...)

Oh, sim, tanto tempo sem escrerver neste blog, não sei nem como ainda o mantêm no ar. Eu já teria apagado se fosse o Sapo. Mas sempre interessante vir por aqui e ver tantas coisas que eu escrevi desde 2005 (!). Tantas coisas patéticas, e tantas coisas também bacanas que me divertem quando eu releio, como o texto sobre Bun-Hur ser gay, ou minha indignação com a receita errada de arroz doce, ou as crônicas inacabadas sobre a pensão onde eu morei, ou o texto sobre o show do Caetano e sobre o show do Placebo e sobre a peça lituana.

 

Bom, após voltas e voltas pelas redes sociais e pelos pequenos textos despretensiosos (ou nem tanto), vou talvez retornar a escrever algumas coisas aqui, para que os meus 26 leitores diários (segundo o serviço de estetísticas da página) tenham sempre algo novo para ler.

 

Fonte da imagem: aqui

São Paulo e novo site

Pela segunda vez no ano fui a São Paulo participar de um congresso de fotografia. Desta vez foi o Estúdio Brasil, também no Memorial da América Latina. Aproveitei para conhecer mais a cidade - especialmente o centro, onde eu não havia ido da outra vez - e tentar fazer algumas compras (80% das lojas na 25 de Março não acaitam cartão, daí ficou difícil).

Aproveitando os ensinamentos que o fotógrafo Blake Disher passou no congresso sobre otimização de websites, estou colocando no ar meu novo domínio: www.enfoto.com.br e provavelmente vou passar a usar aqui este blog para colocar alguns links de trabalhos e páginas novas do site.

Por enquanto o site está só com a página inicial, mas estou trabalhando na nova estrutura - que deve levar um bom tempo.

 

Estúdio fotográfico em Porto Alegre - Ederson Nunes Fotografia

Música da Semana 4

Por acaso estava lendo a coluna-blog do Zeca Camargo (tomei um chá pra aliviar o enjôo logo depois), e descobri esta mulher, Janelle Monae.

Sr. Zeca Camargo inclui ela como uma das cantoras novas que têm influências de Amy Winehouse. Hummm, ok. De qualquer forma, Amy nunca dançaria esta dança fantástica.

 

Eu em São Paulo (ou Cadê os supermercados?)

Pois fui para São Paulo participar de um congresso sobre fotografia, e foi a primeira vez que eu viajei de avião. Apesar de querer evitar, achei melhor aceitar o risco de algo que pesa toneladas e voa acima da terra. Não tive muitos problemas, e o lanche da Ocean Air é muito bom (sanduíche quente, pudim e bebida). Só que uns 15 minutos antes de cada pouso, começava a me dar uma dor de cabeça de tontear elefante, tipo a pior enxaqueca do século. Meus ouvidos doíam e espalhavam a dor por toda a nuca e maxilar. Um horror.

Da cidade conheci pouco. Saía cedo pra ir no evento (que era no auditório do lindo Memorial da América Latina) e voltava só à noite. Deu mais pra ir conhecendo a Liberdade, onde ficava o hotel (Liau Ginza, bom e barato), que é um bairro bem bacana, algo tranqüilo e que não tem 1 puto supermercado: fiquei terça-feira toda com 5 reais e louco para achar um supermercado pra comprar mil coisas com cartão de crédito, mas o máximo que encontrei foram umas 20 vendinhas e minimercados onde acabei comprando bolinhos Panco e um suco. Só no dia seguinte descobri - mas na Barra Funda - um supermercado com o triste nome de Sonda, onde havia 3 opções de creme de amendoim (e não apenas Amendocrem, como aqui em Porto Alegre).

O que mais me espantou de cara foi o metrô rapidíssimo, tanto na locomoção quanto no intrevalo entre os trens. Em algumas estações o fluxo de pessoas no final da tarde era sinistro, com centenas querendo entrar no mesmo vagão em 3 segundos. Contudo, na maior parte das vezes, não tive problemas com isso. E tenho que elogiar as sinalizações e mapas em todas as estações, que não deixavam eu me perder na troca de uma linha por outra.

No último dia fui conhecer a Av. Paulista e paguei R$ 15,00 pra entrar no MASP (que, como absurdamente só abre às 11h, me deu tempo de passear pelo belo Parque Trianon). No museu estavam expostas umas 400 mil obras de Van Gogh, Picasso, Matisse, Portinari e - o que eu queria mais ver - Bosch, além de muitos, muitos outros conhecidos e desconhecidos, em 3 exposições. Fome total depois de 2 horas. Só não pude almoçar, pois fui ver a fantástica exposição da Maureen Bisilliat na Fiesp e depois corri apavorado achando que ia perder o avião. Mas não, estava chovendo (assim como a semana toda) e o vôo até atrasou. Deu tempo para eu esquecer todo o material que eu havia arrebanhado no congresso, mas logo recuperei, já que ninguém quis roubar a pasta que deixei sobre a lixeira do aeroporto enquanto comia horrorosos biscoitos Piraquê.