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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Tártaro, adeus!

Eis que os caminhos intrincados do destino me levaram ao dentista hoje. Na verdade, à dentista: Andrea Albuquerque. Se ela não fosse atenciosa, paciente e tranqüila com os pacientes a consulta já valeria à pena por causa da vista que a janela do consultória tem sobre Porto Alegre: é no vigésimo segundo andar de frente para a Praça da Alfândega. Vemos, além de toda a praça, o Margs, o Memorial e o Santander monolíticos ali parados, e o Guaíba refletindo o sol, com as ilhas e, à direita, a ponte que levanta. Preciso tirar fotos.

Bom, fiquei quarenta minutos de boca aberta, com o sugador de saliva fazendo barulhos estranhíssimos. Fiz limpeza de tártaro e restaurei um dente (diria obturei, mas ninguém diz mais isso). Andrea aplicou-me anestesia. Enquanto aplicava, explicava. Disse:"o que dói não é a agulha, é o próprio líquido. Ó!" e tacou o negócio em mim. Veio aquela frieza na gengiva, mas nem foi uma grande dor.


Fiquei sabendo que uma de suas pacientes só usa fio-dental quando come carne. E tive que perguntar pra que fim afinal serve aquela luz azul que todo dentista coloca em mim. Ela disse que é para endurecer a resina.

Tenho que dar parabéns aos dentistas, que conseguem fazer dúzias de procedimentos sem ficar consultando um manual. Maquininha ali, aparelhinho aqui, um troço pra raspar, um troço pra empurrar, um troço pra puxar, um negócio que vai, outro negócio que não deixa ir. Complicado.