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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Dyonélio Machado nem sonhava

Há um ano eu escrevi um textinho falando sobre o livro A invasão dos ratos. Encontrei esse texto perdido enquanto pesquisava coisas para o levantamento cultural de 2006 que publicarei no próximo post, e resolvi deixar aqui novamente o trecho que lá citei. Gosto bastante, apesar de horrendo:

Berrou quando percebeu que alguma coisa estava A ROER-LHE OS TENDÕES. (...) Com a outra mão puxou o corpo e sentiu pêlos rijos. Tomado de pânico percebeu o que o agarrava tão monstruosamente. Era um rato! Mas era grande. Muito grande. (...) A dor que cegava parecia subir da perna até aos testículos. Mais dentes ferravam-se na sua coxa. (...) Dentes enormes que visavam a garganta ENTERRAVAM-SE-LHE NA CARA e arrancaram um grande bocado. O corpo deitava sangue enquanto ele gesticulava em redor. (...) Ratos! A mente gritou as palavras. Ratos a comerem-me vivo! Deus, Deus me acuda! Carne foi-lhe arrancada atrás do pescoço. Já não podia levantar-se com O PESO DA BICHARADA FELPUDA a alimentar-se do seu corpo, a beber o seu sangue. As sombras indefinidas pareciam flutuar em sua frente, depois A VISÃO INUNDOU-SE DE ENCARNADO. Era o encarnado de uma dor indizível. Já não podia ver - os ratos haviam-lhe comido os olhos. (...) Os ratos tinham-se REFESTELADO NO SEU CORPO, mas continuavam esfomeados. Por isso procuraram. Procuraram mais alimento do mesmo gênero.

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