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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Um dia pra entrar na História

(fotos: Reuters)
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Ontem não foi um sábado qualquer. Ontem foi 2 de julho de 2005, o dia do Live 8. Nove shows em diferentes cidades do planeta (Filadélfia, Londres, Roma, Berlim, Joanesburgo, Moscou, Tóquio, Paris e Barrie, no Canadá). Organizado por Bob Geldof, o evento quis reviver o Live Aid, acontecido em 1985 (o hino We are the world, de Michael Jackson e Lionel Ritchie permanece na mente das pessoas até hoje), para chamar a atenção dos líderes mundiais que se reunirão em Edimburgo, na Escócia, nos próximos dias. Não era um evento beneficiente, mas uma tentativa de mostrar que o mundo é consciente dos problemas da África, onde, segundo os dados dos organizadores, 50.000 pessoas morrem todo dia por que não têm dinheiro para comprar comida ou remédios (um dos vídeos veiculados dizia que se o mesmo número de pessoas morresse na inglaterra, na França, no Japão ou na Itália, com certeza ia-se dar um jeito de melhorar a situação).

Falando de shows especificamente, acompanhei desde o começo, às 10 da manhã (com uma pausa no meio da tarde, porque eu precisava pegar um sol também), quando U2 abriu os shows de Londres junto com Paul McCartney - antes, as apresentações no Japão já haviam começado, mas não foram transamitidas para o Brasil (a propósito, a MTV daqui foi a única MTV do mundo a transmitir o Live 8 durante dia inteiro). Dezenas de artistas se apresentaram nos nove palcos, mais ou menos simultaneamente. Alguns mundialmente conhecidos, outros nem tanto. Coldplay protagonizou um dos momentos mais bonitos quando chamou ao palco Richard Ashcroft para cantar o clássco Bitter sweet simphony com Chis Martin ao piano. Björk gritou maravilhosamente All is full of love em Tóquio, com cabelos à Princesa Léia. Green Day teve uma grande performance, arrematando com We are the Champions, do Queen. Zuchero, em Roma, cantou uma música linda que eu não faço idéia de como se chama. O vocalista do R.E.M., Michael Stipe, apresentou-se com uma máscara azul pintada no rosto e proporcionou um daqueles momentos de arrepiar quando entoou Everybody hurts; os Black Eyed Peas cantaram com a mulher e o filho de Bob Marley. Annie Lennox também arrepiou a platéia (ou pelo menos eu), assim como Madonna, em grande forma, cantando Like a prayer com um coral de muitas vozes, ao lado de Birhan Woldu, uma garota africana que virou símbolo do Live Aid quando apareceu, esfomeada, num vídeo.

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Centenas de milhares de pessoas se espremeram para ver os shows - com exceção de Tóquio, onde o público ficou em torno de 10.000 espectadores. Dizem que a totalização dos 9 shows chegou a um milhão de indivíduos. Agora está acontecendo a marcha para Edimburgo, onde acontecerá outro show com as principais estrelas, dia seis de julho, durante a reunião do G-8.

Quanto a transmissão, o editor de imagens se esforçava para mostrar exatamente o menos interessante no momento. Por exemplo, quando Elton John se levantava do piano era cortado na hora (talvez temessem que ele tirasse a roupa e simulasse sexo com o guitarrista), e, enquanto o Coldplay se apresentava, boa parte do tempo foi desperdiçada mostrando Gwyneth Paltrow na platéia com sua filha no colo usando protetores de orelha cor-de-rosa. Já aqui no Brasil, o momento mais engraçado do dia: os VJs Penélope e Léo Madeira fizeram toda uma digressão sobre a importância de Nelson Mandela após ele fazer um discurso em Londres, só que na verdade não era ele, mas o presidnete da ONU Kofi Anam. No bloco seguinte corrigiram o equívoco. Mandela só apareceu em Joanesburgo, horas depois.

Para colaborar com a iniciativa, você pode ir pra Edimburgo participar do show principal. Pode também entrar no site do Live 8 e botar seu nome na lista ou enviar sua foto, que poderá ser colocada na capital escocesa durante a marcha, mostrando que "você e milhões como você querem que nossos líderes usem o poder que têm para acabar com a miséria".

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