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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Entrevistas são interessantes quando o entrevistado tem o que dizer. É óbvio. Não é exatamente o que se vê por aí em todos os programas desse tipo. Jô Soares, por exemplo (e só pra pegar o mais evidente), leva em seu programa muitas pessoas que não tem nada de proveitoso para expor. Vão lá divulgar coisas, mostrar sua inteligência, dizer que são diferentes, martelar idéias e opiniões já difundidas. Tudo bem, são três entrevistas por dia, não é fácil ser sempre criativo e interessante.

Então, quero destacar duas entrevistas que eu vi esta semana na televisão. Primeiro, sexta-feira, no sempre ótimo Conexão Roberto Dávila. O entrevistado era Edu Lobo e ele falou sobre música e música e música. Ótimo. É um programa que marca não só pelos entrevistados de nível, mas também pelo entrevistador, que domina o assunto de que está tratando.

clod.jpg Foto: Esther Rocha

Segundo, Clodovil sendo entrevistado por Gugu dentro de uma catedral. Clodovil está com câncer, agora todos querem conversar com ele. Ele se julga o próprio messias, o salvador da Terra. Fala sem parar e dá voltas e voltas em suas respostas, sempre jogando Deus no meio. Mesmo assim, é fascinante, porque realmente ele acha que tudo que ele diz é a verdade absoluta. A entrevista demorou bastante no ar, talvez meia hora, o que é algo não muito comum no Domingo Legal, creio eu - e venceram o Faustão na audiência.

Gugu até parecia gente, falando coisas sérias e perguntando inteligentemente algumas vezes. Entre vários delírios e barbaridades que Clodovil falou ("eu expeli metade do meu câncer quando eu urinei"), esteve uma frase muito marcante e, creio eu, verdadeira. Ele disse algo como: "Se Jesus Cristo retornasse, nós o crucificaríamos de novo, e dessa vez de cabeça para baixo. Não pense que nós mudamos". Legal, não é?