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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Um quase-assalto, nada demais

Estava eu andando na Cide Baixa, sábado, com Billy, eram quase 23 horas. Passamos por um cara que puxou assunto. Papo de quem vai pedir informação. Perguntou se morávamos por ali, se conhecíamos o bairro. Disse que queria chegar na Osvaldo Aranha etc. Papo de quem vai pedir grana. Mas talvez sua conversa não fosse boa o suficiente ou seus motivos não fossem muito convincentes. Então veio com um papo de quem vai assaltar. Disse que tava foragido, que tinha droga e uma arma no bolso. Disse que não ia fazer nada com a gente, nem tava ameaçando, e para provar perguntou nossos nomes e apertou nossas mãos. Papo de amigo. Perguntou quanto a gente tinha no momento. Eu disse que tinha dois reais, Billy mentiu e disse que não tinha nada (mas não pensou em mentir quando o elemento quis saber nossos endereços: "moro ali na outra quadra". Podíamos ter sido seqüestrados). O indivíduo ficou tergiversando, se repetindo, querendo fazer ameaças furadas, muito chato. Papo de esclerosado. Perguntou se eu conseguia os dois reais pra ele. Abri a carteira e fui dar, aí pulou outro real pra fora e eu dei os três. Ele agradeceu, apertou nossas maõs de novo e se foi.

Achei interessante. Não fiquei apavorado, nem com medo, nem nada. Ele chegou conversando, com seus olhos narcotizados e olheiras aroxeadas, não tava a fim de fazer nada estranho e nem poderia, ali no meio de 50 pessoas passando por minuto. Escutei, achei de bom tom ajudar e pronto. Se o cara tava mesmo fugindo da polícia, ou não, se tinha mesmo uma arma, ou não, não interessa. Ele precisava de uma ajuda e eu ajudei. Tava com grana, não tinha muito problema em dar três pilas pra alguém que precisasse mais do que eu (apesar de ficar pensando nas milhares de utilidades que aquele dinheiro poderia ter em minhas mãos). Aliás, sou meio bobo e quase sempre dou bola para as pessoas. Não consigo ser mal-educado e virar o rosto quando falam comigo como se nada acontecesse. Obviamente, se eu percebesse perigo não teria ficado, mas o cara, apesar de (muito) nervoso, não parecia mau. Se eu precisasse de uns reais pra comprar crack, gostaria que alguém me ajudasse também.

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