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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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É isso aí...

A Veja desta semana coloca na capa Ana Carolina com uma manchete imensa: "SOU BI. E DAÍ?". Isso me lembrou muito aquela famosa capa da Época dizendo algo do tipo "Eu fumo maconha" e a foto da Soninha.

Lendo-se a matéria, que parece que vai tratar da cantora e seu (duvidoso) sucesso, percebemos que de música não tratam. Ficam falando de sexualidade. Tudo bem, ela não deverá processar a revista, como Soninha fez. POrém, depois de quatro parágrafos, Ana desaparece e a reportagem torna-se uma das mais comuns sobre bissexualidade (ao estilo Superinteressante, eu diria - sem negar o belo trabalho de edição).

Mas queria perceber mesmo é a importância que dão para a cantora. Colocam-na na capa, sendo que há quase quatro anos nem uma capa da revista traz um músico (a última, de janeiro de 2002, trouxe uma foto de Cássia Eller, mas tratava sobre drogas). Obviamente é porque ela, como diz o texto, vendeu 800.000 cópias em 2005. E eu não sei da onde 800.000 pessoas compraram um disco dela. Alguém aí tem disco dela? Me parece história de gravadora.

De qualquer forma, não acho ela ruim. Quando lançou seu primeiro disco, Armazém, eu gostei bastante, inclusive. Mas, depois, despirocou-se, e virou autora de baladas melodramáticas que canta como se quisesse tirar o pai da forca. É uma ótima fórmula para tocar na trilha de novelas, mas não é nada além de Whitney Houston com violão ("Cantar alto me deixa excitada", diz ela). Mas ok, nada contra, ela não está nem roubando nem matando. Só fico impressionado como as pessoas se deixam levar fácil pelo que toca na tv ou no rádio e não se esforçam um pouquinho para buscar algo melhor de se ouvir.

(foto de Peter Iliccev)

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