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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Da cidade é senhor

Não estava exatamente calor, mas o sol forte me deixava vermelho. Eram duas e meia quando pela primeira vez vi o guindaste e percebi, com alívio, que não estava perdido. Lá, dentro de uma estrutura de ferro, o Laçador estava sendo removido. Na hora em que cheguei ainda estavam desprendendo a estátua de seu pedestal de concreto. Quando a última viga foi cortada, os operários gritaram de júbilo. Talvez o prefeito tenha gritado também, mas só notei sua presença quando fui atropelado por pessoas com celulares querendo fotografá-lo.

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Um piquete de cavalarianos do MTG precedeu o caminhão que levava o monumento ao seu novo local, 600 metros mais à frente. Mas eles não eram os primeiros da comitiva. Lá no início ia o carro de som, sobre o qual um grupo musical executava, ao vivo, o hino rio-grandense e músicas tradicionalistas. Assim que se fez a curva e todos entraram na Avenida dos Estados, o grupo, encabeçado por Norminha Duval, começou a tocar o que poderia ser conhecido como “o melô do laçador”. Uma música que dizia, no refrão: “laçador, laçador / da cidade é senhor / há no laço que tem na mão / mais amizade e amor”. Para sempre lembrarei disso, pois escutei cerca de 40 vezes por todo o trajeto.

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O novo local da estátua, o Sítio do Laçador, ainda não está totalmente concluído – planeja-se inaugurá-lo mês que vem. Lá o símbolo oficial do Rio Grande do Sul descansa sobre um pedestal de 3m 50cm que imitará, em breve, uma coxilha verde (embora no momento tudo seja apenas barro vermelho).

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Dezenas de pessoas acompanharam a transferência, inclusive alguns cinco ou seis com a bandeira do PDT que, depois, conversando, chegaram à conclusão de que o partido precisa fazer bandeiras novas. O repórter da RBS, Jonas Campos, de terno e calça jeans, entrevistava algumas dessas pessoas, fazendo perguntas extremamente relevantes, como: “O lugar é novo, mas o amor é o mesmo?”.

© Fotos de Ederson Nunes

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