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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Sabatella neles!

Tá certo, acabou. E quando começou eu não gostei. Até escrevi aqui minhas impressões a respeito e não eram as melhores. Mas foi avançando, e o Silvio de Abreu me deixou bastante surpreso ao conseguir escrever cenas muito boas, numa trama bem amarrada, misteriosa, interessante, diferente. Há um mês eu talvez colocasse Belíssima entre minhas novelas preferidas. Desde a volta da Bia Falcão, a coisa tomou um ritmo incrível, cheia de artimanhas que prendiam minha atenção. Mas daí o tempo foi desgastando. Ele tinha que escrever mais 30 dias e as coisas foram esgarçando, perdendo a graça. Daí já me dava sono na hora e eu dormia. Chegou, então, a última semana, mistérios mil para desvendar, e tudo acaba naquilo: Bia Falcão é o diabo na terra.

Simplificação besta. Assim como Gilberto Braga fez em Celebridade, colocando a vilã como a misteriosa assassina, colocar a vilã como a mentora do golpe sinistro é fácil demais para suprir as expectativas deixadas pela trama tão bacana. Algo mais interessante poderia ser inventado, com certeza. E, se pensarmos nos capítulos passados, essa solução não se encaixa.

Mas ok, nada importa realmente. O final teve coisas boas. Por exemplo, os personagens firmando-se homossexuais, quando nem eles próprios sabiam que eram. Ou já sabiam, mas escondiam bem. E, claro, a Bia ter ficado viva, rica e feliz, em Paris, ao lado do Mateus. É algo completamente fora dos parâmetros novelísticos, não exatamente por causa de a vilã ter ficado bem, mas porque ela ficou com um personagem legal, e não com um vilão também.

Só que o autor é que pensou que tava com tudo ganho e não fez um final mais decente, preferindo destacar tramas paralelas, quando o que todo mundo queria saber era do grande golpe.

Bia.jpg

E Júlia e Nikos juntos formam o pior casal dos últimos 80 anos. E Marcos Palmeira é o pior delegado-canastrão-de-orelha-de-pastel da teledramaturgia sul-americana. Mas a novela ficou ótima porque tinha grandes atores (e uma bela direção - exceto pela insistência em usar planos fechados demais): a Fernanda Montenegro, claro, com sua prosódia própria, Lima Duarte, Tony Ramos, Cláudia Raia, a Senhora Ponto Frio Glória Pires e Cláudia Abreu, sempre perfeita. Infelizmente ela participa do pior comercial dos últimos tempos, aquele do IG. Por essas e outras, Letícia Sabatella ainda é a melhor.

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