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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Chiste

Na página da arquidiocese de Porto Alegre, sobre o arcebispo:

 

"Nasceu em Nova Petrópolis, no Estado do Rio Grande do Sul, aos 7 de setembro de 1936. Recebeu o nome de batismo: Tadeu Grings. aos 18 anos, quando seguiria para estudar em Roma, foi providenciar seu passaporte. E, só então descobriu que, por engano, em sua certidão de nascimento o nome que constava era Dadeus Grings. E por que o nome não foi corrigido? Dom Dadeus responde: 'Não corrigimos o nome, porque nossa missão é dar Deus'."

Slave To The Rhythm

Comprei farinha demandioca para fazer farofa. Um de meus pratos preferidos é farofa. Por causa da minha avó. Desde pequeno ela fazia farofa de farinha de mandioca, torrada com óleo de soja e coberta com molhe de carne moída. Era sempre um complemento às refeições,mas para mim era o prato principal. Tentarei fazer algo parecido daqui a pouco. Comprei farinha torrada com aroma artificial de fumaça (éééééé). Nem sabia que existia.

Esta semana acabei descobrindo Grace Jones. Não que eu não a conhecesse, só não juntava tudo em uma idéia só. Ela tem músicas incríveis. E além disso participou, como todos sabem, do fantástico filme Conan, a cuja introdução eu assisti há uns 7 anos e achei algo de outro mundo de tão boa.

No fim do ano passado ela lançou um novo disco. Esta é um vídeo muito bom:

 

Música triste que me fez chorar

Experimente escutar esta música num sábado à noite enquanto trabalha no computador se preparando para fritar chouriço no jantar. É de chorar no cantinho (só não chorei agora porque desliguei o som a tempo). Triste, triste, triste, triste... É a música que abre Requiem for a dream, um dos muitos filmes trágicos que existem por aí, e um dos melhores. Vi na  mesma época em que assisti ao Casa de areia e névoa, que faz o mesmo estilo, ou seja, eu estava a ponto de me atirar em baixo de um trem (sorte que eu morava longe do trem).

Requiem for a dream é do ótimo diretor Darren Aronofsky, que eu só considero ótimo por causa especificamente deste filme, já que não vi nenhum dos outros trabalhos dele (estou esperando dinheiro sobrar para poder ir ver O Lutador).

Esta música toca na segunda cena, quando o cara que roubou a televisão da própria mãe está carregando o televisor com seu amigo até uma loja de usados para vender e comprar drogas. Comparado ao que vem no decorrer do filme, isso não é nada. A cena do "bunda com bunda" é que é uma coisa que me deixou muito mal. E é com Jennifer Connelly, que também fez House of sand and fog.

 

O encantador de leões (e hienas, e panteras...)

Estava procurando sobre Kevin Richardson, ex-Backstreet Boys (pois é, pois é, pois é), quando o Kevin Richardson que faz loucuras com os selvagens habitantes da savana me chamou muito a atenção. Olhem só:

 

 

 

 

Kevin can confidently look into their eyes, crouch to the their level and even lie down with them - all taboos in the normal world of wild animal handling - yet he has never been mauled or attacked. Some call him crazy; others shake their heads at his unique method of interacting with the animals. And Kevin's secret - get to know the particular personality of each animal, what makes them angry, happy, upset, irritated - just like a mother with a child.

In this one hour special Kevin's secret is revealed, and certain myths dispelled - animals do have individual characters, they do show feelings and most of all they can develop a special bond with a man.

 

Fonte das fotos: The Daily Telegraph

Fonte do texto: The Lion Park

Literatura x Cinema

Alan Moore detonando em entrevista à revista Trip (bem antigo, mas só agora eu li):

 

Quando você lê um livro e dá vontade de tomar chá, por exemplo, você deixa de lado o livro, e vai tomar a sua xícara de chá. Se quiser voltar algumas páginas para lembrar de algo que foi dito páginas atrás, você pode fazer isso. O leitor é que tem que fazer todo o trabalho. Quando lê um livro, o que você faz é decodificar esses arranjos de vinte e seis palavras numa página, por exemplo. Você tem que criar uma imagem para todos os personagens. É capaz de imaginar as vozes deles. Você está conjurando um mundo inteiro, e o está fazendo sozinho. O trabalho é seu. O leitor está contribuindo para ter uma experiência. Não é o caso nos filmes. Você está lá sentado na sua cadeira, e o filme segue, correndo a, sei lá, 24 frames por segundo. A máquina está fazendo todo o trabalho por você. Está tudo pronto. Não precisa imaginar como tal personagem vai se parecer ou como é que ele vai soar. Porque o camarada ali na tela vai sempre se parecer exatamente como o Jack Nicholson, e aquele outro personagem lá vai falar exatamente como um ator qualquer... É negada a chance de ter uma imagem na cabeça. Você tem as possibilidades negadas. Você não está apto a contribuir ao filme, sua imaginação é simplesmente freada e é substituída pela imaginação de quem o fez. Eu tenho esse incômodo com adaptações de cinema. Quando você tem um público que cresce ao redor do cinema, há esse problema dos jovens que absorvem arte apenas se ela vier por uma tela. Isso encoraja à preguiça. Muitas das pessoas que vão ao cinema não precisam se preocupar em ler o livro, porque, obviamente, o livro é muito mais difícil, exige muito mais experiências do que apenas ficar sentado no cinema com uma tigela de pipoca no colo por 90 minutos... É por isso que me incomoda tanto essa coisa das adaptações.

 

Nunca li nenhuma das graphic novels do Alan Moore (quadrinhos, rapaziada, quadrinhos), mas sempre achei interessantes. E o coitado que detesta adaptações cinamatográficas não pode fazer nada quanto aos filmes tirados de seus trabalhos, pois a maioria não está mais sob sua posse, por isso seu passatempo preferido é falar mal dos estúdios, da DC Comics, do cinema e do mundo civilizado ocidental.

 

Agora sairá Watchmen, que, dizem, redefiniu o conceito de revista de super-herói a partir do fim da década de 80. Não conheço, nesta época eu lia Turma da Mõnica e Pato Donald, e mais tarde fui ler X-men, com resultados mentais muito bons, como podem perceber.