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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Blog que ainda existe, apesar do tempo.

À espera no centeio

Esse é o título do livro em Portugal. Do original The catcher in the rye. No Brasil, O apanhador no campo de centeio. Sempre quis ler por causa exatamente do título, que é lindo (mais lindo na versão brasileira, é verdade), só que não fazia a mínima idéia do que se tratava. Imaginava sempre alguém num campo dourado com um forcado pegando centeio do chão e colocando dentro de alguma coisa.

Ontem apanhei-o lá na bliblioteca. Não tem nada a ver com essa imagem que eu tinha na mente, fui surpreendido desde a primeira frase. Li-o todo em quatro horas, de madrugada. Grande livro.

Escute e sinta-se sozinho


Um filme existe que muitos dizem ser fantástico e eu nunca havia visto, até que eu vi. Agora eu também posso dizer que Donnie Darko é fantástico. Ainda não viu? Pois veja e junte-se ao clube.

Neste filme cheio de músicas dos anos 80 conheci "Mad World". Música do Tears for Fears regravada por Gary Jules. A versão deste último encerra Donnie Darko de modo perfeito. Se o fim não fosse aquele, tocando esta música, o filme não seria tão bom. Pois o final no que tem de simbólico e melancóico é o que faz o filme ser O Filme.

Clipe da música com cenas do Donnie Darko abaixo. Não gosto da cara do cantor, mas enfim, este vídeo é mais bonito para quem conhece o filme do que a versão ali de cima:


Música triste, triste, hein? A letra é linda e encaixa com grande perfeição na história do Donnie.

Ninguém se chama Shmuel

Um ano, um mês e quatro dias depois da morte deste blog, ele ressurge. Assim como Mickey Rourke, pode não ser dos mais bonitinhos, pode não ter voltado para sempre, pode até não ganhar o Oscar, mas seguirá talvez com algum público e alguns êxitos.

 

Estou pensando: com ou sem comentários? Nos últimos meses de revolta do Obnubilado desabilitei os comentários, pois eu via tanta gente entrando no blog (e mesmo morto ele teve bom público diário, graças a buscas por "antonio fagundes pelado" e outras perversidades imperdoáveis) e não comentar nada, que isso me deixava irritado. Um comentário é sempre bem vindo, e quando 80 pessoas leem um, ou vários, textos teus, e ninguém fala nada, isso é realmente constrangedor, pois blogs há, e todos sabem, que soltam um peido e todo mundo comenta.

 

Então não sei se habilitarei os comentários. Pensarei até o fim do texto.

 

Bom, percebo que iniciei o blog em 2005, também em fevereiro, também logo após a cerimônia do Oscar. Não vou falar de Oscar, pois quem faz isso são os críticos decentes ou então os old-new indies desocupados e despreocupados, categoria primeira à qual desisti de pertencer pelo menos desde 2007, e categoria segunda à qual não pertenço mais graças a um maior senso de ridículo. Eu tenho espelho em casa. E leio textos passados.

 

Desde talvez os 12 anos eu assisto ao Oscar. É divertido, não é? Não, às vezes não é, mas e daí? A Globo não passou o Oscar agora para poder transmitir o Carnaval. Tive que catar pela internet uma transmissão ao vivo da cerimônia, só encontrando em sites clandestinos, com uma qualidade razoável. Não tenho TV a cabo. Mas tenho internet e paciência para procurar (não muita, não muita...).

 

Falando em Carnaval me lembro que este é provavelmente um dos mais modorrentos dos últimos tempos para mim. Lembro também que alguém entrou neste blog há uns dias com a seguinte busca "Madrinha de bateria uma praga que invadiu as escolas de samba". Sempre comento algo de carnaval, pois costumava ver quando pequeno e às vezes ainda gosto de me inteirar a respeito. Mas este ano não. Não sei de nada, graças a Deus.

 

Por falar em Deus, ontem eu vi O Menino do Pijama Listrado. Me lembrou três coisas: O Labirinto do Fauno (blééééé), Hair e o "especial" da Globo ano passado O Natal do Menino Imperador. Gostei. Interessante como transmite todo horror nazista sem mostrar quase nada explícito. Interessante como transmite todo horror nazista, repito, somente com a palidez e a exaustão do menino judeu, por exemplo, ou com o cambaleante andar do empregado-médico.

 

Fiz bolo de chocolate. Desses comprados em pacotinho. Orquídea. Era o mais barato. Não é dos piores, não. Mas colou muito no fundo da fôrma.

 

Fôrma ainda tem acento?