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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Desobnubilando Sons 3

Pois então tá. Coloquei na rede a terceira edição do Desobnubilando Sons. Desta vez é um pouco maior, porque afinal David Fonseca foi a razão de eu ter tido a idéia de fazer os podcasts e mereceu um maior destaque musical de minha parte.

Digo que ele foi a razão porque eu sempre falava dele ou da banda dele, a Silence 4, para as pessoas, dizendo que era ótimo, que era isso e aquilo, e as pessoas me olhavam com uma cara estranhíssima e perguntavam: "mas quem são esses?". Quando eu dizia que são portugueses, então, o espanto e o descrédito eram maiores ainda. Assim, com os podcasts eu posso dizer: "ó, se não conhece David Fonseca escuta esse troço e saberás".

Gostei sempre da voz dele, principalmente por ser uma voz grave, ao contrário de 90% dos cantores pop, que têm vozinhas de cristal. As músicas são muito boas, em minha débil opinião. Tenho os discos há meses e escuto sempre, sempre e sempre. Já escutei tanto que esqueci as letras, se é que isso é compreensível.

Apertem os cintos, a baleia sumiu

Bom, depois de ter dores de cabeça por causa do frio pornográfico, vou responder o que a Maristela me propôs e a Márcia ratificou. O que estou lendo, pois?

Após passar pelas centenas de páginas do livro sobre o Roberto Carlos, retornei para Moby Dick. Leio Moby Dick há meses. Geralmente eu leio mais de dois livros ao mesmo tempo, por isso demoro para acabar algum, mas no caso de Moby Dick eu demoro mesmo porque ele é enorme, e porque chegou numa certa parte que eu pensei que o cara tava me fazendo de bobo. Estou na página 588 e a baleia ainda não apareceu; em compensação o autor esbugalha-se de tanto fazer descrições. E descrições técnicas e científicas.

Durante capítulos infindáveis ele descreve todas as espécies de baleia (que ele pensava ser um peixe), fala sobre barcos, sobre cores, sobre a profissão de baleeiro, especificando todos os postos de trabalho com detalhadas explicações, depois ele inventa de descrever todas as ferramentas usadas na caça à baleia, e, ainda, descreve tudo o que envolve a morte das baleias, e tudo o que ocorre depois. Ele não diz só "amarraram a baleia no barco e tiraram a sua gordura, para derreter". Não, ele descreve timtim por timtim tudo o que acontece. Tudo. Tudo. E então, começa a dissecar uma baleia, por dentro e por fora: fala sobre ossos, músculos, cavidades, qualidades de gordura, tipos de cabeça. E tudo isso sempre entremeados por capítulos históricos, falando sobre cientistas que estudavam cetáceos, ou sobre os primeiros barcos baleeiros, ou sobre as cidades dos principais portos, ou sobre as ilhas do Oceano índico, ou sobre os usos da gordura do cachalote.

Essas coisas todas (quase) sempre dentro da história do navio baleeiro que sai numa viagem de 3 anos para caça, só que, quando já está em alto mar, a tripulação se vê participante da obsessão do capitão Acab em capturar a baleia branca, Moby Dick, que meses antes comera-lhe a perna. Mas, como eu disse, até a página 588 a baleia ainda não deu as caras.

Apesar de qualquer coisa, o livro não é nada menos do que genial, é sempre um prazer lê-lo.

Aquecimento global?

Há uma razão em especial por que eu não gosto do inverno: faz frio. E eu me sinto muito mal com frio e no frio. Eu sempre torcia para os professores entrar em greve nos meses hibernais, pois assim eu teria aula no escaldante verão, e não seria preciso me levantar como um caracol cheio de sal do interior de minhas cobertas e sair para o vento, a chuva e a umidade achincalhadora.

Hércules

O Gabeira faz certa falta no filme. Não sei por que ele não participou (li por aí que ele não foi convidado por ter tido participação pequena), mas sendo o autor do livro que explica o seqüestro sua ausência é sentida. No entanto, para quem gosta de uma celebridade, tem lá o Franklin Martins dizendo que com certeza ia executar o embaixador. E José Dirceu, achando absurdo ele próprio ter voltado ao Braisl e ter entrado para a clandestinidade após se ver são e salvo em Cuba.


Hércules 56 é um documentário dirigido por Silvio Da-Rin e fala sobre o episódio do seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick (se você viu o fraquinho O que é isso companheiro? – ou leu o livro do Gabeira – sabe do que estou falando). O filme pode ser dividido em três segmentos: 1) a reunião de cinco dos seqüestradores para a rememoração do acontecido; 2) depoimentos dos nove presos políticos ainda vivos libertados pela ação de troca com o embaixador, que foram embarcados no avião Hércules 56 rumo à América central, com a nacionalidade cassada; 3) imagens da época, inéditas até então no Brasil, em que vemos os libertados no México e, depois, em Cuba, com Fidel Castro e tudo.


O filme é interessantíssimo para quem conhece um pouco da história (quem não conhece vai ficar perdido com siglas, nomes, referências e fatos) e faz uma reflexão do seqüestro ao mesmo tempo em que faz os personagens envolvidos avaliarem suas ações na época – quase todos hoje em dia acham que fizeram coisas absurdas e desastrosas.

Fui ver o documentário especialmente para tentar decifrar quem eram aquelas pessoas na famosa foto em frente ao avião. Só conhecia os mais óbvios, os outros eram apenas figuras algemadas. O diretor faz - e muito bem – essa função de revelar aquelas pessoas, contar-lhes um pouco das idéias e dos motivos pelos quais foram reunidas, sem se conhecer, pela maior ação revolucionária no Brasil até então.

Aqui tem o trailer, com cenas e trechos do manifesto publicado nos principais jornais (a primeira exigência dos seqüestradores).

No ar

Pois então eis que meu site novo está no ar, creio que completamente completo. Há mais de um mês eu vinha trabalhando nele, mas na última semana resolvi acelerar as coisas e me dediquei quase que exclusivamente a isso. Em alguns dias eu fiquei mais de 10 horas entre escanear fotos antigas, procurar fotos digitais em CDs, trabalhar uma por uma no Photoshop (algumas bem rápido, era só botar no tamanho certo, outras bem complicadas, levavam uma hora, talvez mais) e tentando aprender a mexer direito no Flash. Mas, entre coisas certas e erradas todos se salvaram e ficou bacaninha. Bem melhor do que meu site antigo, que, afinal, era em provedor grátis e não me aguçava o capricho máximo.

Como foto na abertura eu resolvi botar aquela criança lá. Queria mesmo uma montagem de fotos em movimento, mas isso levaria muitas e muitas e muitas outras horas até eu conseguir encontrar todas as funções adequadas no Flash, então deixei pra outra oportunidade. Por isso, decidi colocar uma de minhas fotos preferidas, essa aí de baixo:

No entanto, pensei que se alguém religioso entrasse lá e desse de cara com essa figura demoníaca, ia sair correndo e não me contrataria. Apesar de já ter feito uma abertura com ela, resolvi descartar e peguei o menino mesmo, que é criança e todo mundo acha fofo.

Cada vez que eu entro no site me dá um frio na barriga. Parece que eu vou encontrar alguma coisa errada e penso “ih, alguém entrou aqui, viu isso e pensou que eu sou idiota”. Então, se alguém vir alguma coisa errada, fora de lugar, um link quebrado ou algo do tipo, me avise.

Tentei fazer um site que abrisse bem no Firefox e no Internet Explorer, resolução de tela 1024x768. Quem tem monitor 800x600 também vai ver tudo direitinho, mas meio estranho. A aparência oficial dele é assim:


Ah, e as galerias deverão ser como abaixo. Se as fotos aparecerem em uma coluna só é porque ou você não tem o Flash Player adequado ou é um outro problema que ainda não entendi...


Quem tem o telefone da Aparecida Liberato?

Ia colocar um texto aqui, mas acabei me complicando na internet. Tô sem tempo de ler coisas, tô sem tempo de escrever e tô sem tempo pra ir em lugares. Preciso acabar de fazer meu site novo. Tem dezenas de fotos para serem trabalhadas e isso está me deixando muito estressado. Pior ainda quando eu tenho que receber por um trabalho que fiz e a agência me enrola. Mas agora parece que tá tudo encaminhado.
E fui colocar o link do blog da Maristela aqui ali do lado e não consegui. Acho que não entendi as explicações do sapo, ou sou muito incapaz mesmo.
Acho que vou consultar uma numeróloga. Deve haver algo errado com meu nome. As coisas deveriam estar dando mais certo. Creio que eu preciso colocar um ípsilon para ficar com as energias positivas. Talvez Edyrson seja apropriado.

A Record é moderna

Me surpreendo às vezes. Pois a Record colocou no ar uma campanha a favor da legalização do aborto. O dia da estréia das peças na TV foi o mesmo dia da chegada do Papa ao país. Segunda-feira a emissora ainda levou ao ar o Repórter Record a respeito do assunto. Falando com mulheres - inclusive com o grupo "Católicas pelo direito de decidir" - que fizeram aborto em clínicas clandestinas e contando seu sofrimento em não ter assistência médica adequada, o programa foi indo, indo, até acabar concluindo que o aborto diminui a violência das grandes cidades (tomando como base um estudo feito em Nova Iorque). A emissora do bispo está cada vez melhor. E não estou colocando ironia nesta afirmação (ok, talvez um pouco).

Maria Antonieta

Em homenagem ao aniversário de 237 anos do casamento de Maria Antonieta e Luís XVI, comemorados hoje, deixo aí uma foto da Kirsten Dunst, que tão interessantemente fez a rainha no cinema. (Clique na foto para cair no MySpace da diretora)

Na verdade, a foto tem outra desculpa: queria falar que eu vi o filme e gostei, já que não quis fazer um texto especialmente a respeito. Achei a visão da diretora apropriada, o roteiro esperto, a atuação da Kirsten acima do esperado, e, claro, os cenários (muitos em locações originais) são belíssimos e os figurinos vão além do simples gigante-vestido-em-forma-de-bolo-com-rendas. Além disso, acaba no momento certo, não mostra tragédias – o que seria completamente fora do tom.

Golfinho em lata

Quando eu trabalhei na Sea Shepherd eu fiz algumas coisas interessantes, como o projeto gráfico do informativo Mar Aberto e infinitos textos sobre baleias. Aprendi coisas também, como estratégias de marketing para vender uma recém-lançada grife de roupas bem acima do preço de mercado para chamar a atenção das classes ricas (que poderiam contribuir com doações), assim como percebi o certo desrespeito que a ong mantinha por seus voluntários – que gastavam do seu parco bolso para poder trabalhar -, enquanto arrecadava substanciais quantias anualmente (desrespeito esse que o WWF, por exemplo, evita ao máximo, ao não aceitar trabalho voluntário, e o Greenpeace parece explorar sem cessar, ao colocar seus voluntários nas ruas pedindo dinheiro).

Falo da Sea Shepherd porque fui comprar atum. Entre coisas que eu soube em meus trabalhos na ong foi que no litoral brasileiro é feita muita pesca de arrastão. Esse tipo de pesca é maligna ao meio ambiente pois é realizada por uma rede amarrada entre dois barcos (ou por uma rede em forma de saco), que é arrastada durante quilômetros, da superfície até o fundo, levando tudo o que há pela frente: desde atunzinhos e camarões até tartarugas, golfinhos e – se bobear – inclusive sereias. Isso é proibido, pois arrasa com a vida marinha, mas a fiscalização do Ibama, sabe como é...

Uma das coisas que a Sea Shepherd faz (ou fazia, ou fez uma vez e guardou as fotos) é ir atrás desses barcos e marcá-los com tinta, para indicar ao Ibama quem eram. Durante os meses que eu estive lá eles nunca chegaram a fazer essas coisas porque estavam preocupados com a grande viagem à Antártida em busca de baleeiros japoneses para afundar, no grande e belicoso navio Farley Mowat, com o fundador da Ong e várias pessoas ricas, bonitas e boas de marketing (foi para lá meu superior direto na organização, que era bonito, rico e relações públicas) que não resultou em nada, a não ser, exatamente, marketing – inclusive um livrinho lançado pela Superinteressante.

selo dolphin safeBom, mas então, existe pesca de arrastão, e é feio. Por isso, empresas ditas com responsabilidade social e ecológica usam em seus produtos um selinho, indicando que não vendem nada que venha desse tipo de pesca predatória. É o selo “Dolphin Safe”, impresso em latas de atum e sardinhas Coqueiro e outras marcas.

Digo isso porque encontro freqüentemente no supermercado marcas de frutos do mar sem esse selo. O preço é menor, às vezes bem menor. Dá pra imaginar o porquê. É bem mais fácil pegar atum no arrastão, enquanto matam tudo o que está em volta. Mais do que economizar 50 ou 80 centavos, comprando dessas empresas você está dando de ombros para a destruição do meio marinho, como se não tivesse nada a ver com sua vida.

Numa lata de atum pode vir a alma de um golfinho (essa foi pesada, mas é bom fazer um drama às vezes). Cuidado, golfinhos parecem bonzinhos, mas seus fantasmas adoram vir puxar os pés de pessoas malvadas – com o focinho.

(OBS.: acabei falando um pouco mal da Sea Shepherd, mas admiro, teoricamente,o que eles fazem, por isso trabalhei durante um ano lá. Há ótimas pessoas na organização, obviamente.)

A volta

VoltaEu gosto - e muito - da Björk. Mas o novo disco dela está difícil de digerir. Deve ser ótimo, mas ainda não entendi isso. Complicadíssimo.

Tenho que escutar mais vezes para me acostumar e conseguir perceber coisas... Ou, pelo menos, tenho que tentar não sentir dor de cabeça quando eu escuto além da faixa 6.

Os críticos musicais que escreveram coisas positivíssimas e fizeram entrevistas requintadíssimas poderiam ter perguntado o porquê de o disco se chamar "Volta", assim, em português (ou, quem sabe, seja uma palavra islandesa para Pâncreas ou Maçaneta...)

A propósito, se alguém ler a revista Bravo deste mês poderia me elucidar neste ponto - se é que há elucidação na matéria enorme que dizem haver lá. Eu, por mim, não compro revistas que custem mais que dois reais enquanto não tiver carteira assinada.

Ontem vi o Homem Aranha 3 - sem pagar nada, graças a meu amigo Giovani, que é o dono do Cinemark em Canoas. O filme é bacaninha e tal, mas tão superficial que nem vale um texto. Só falo a respeito porque, lá pelas tantas, o uniforme-negro-vivo toma conta da personalidade do Peter Parker e ele se torna, digamos, um X-man.

Esse sempre foi meu tipo de super-herói preferido: aquele que mata o vilão e bate nas pessoas que incomodam. Ou seja, nada a ver com o bostinha do Homem Aranha, que dá uma surra no vilão, mas salva-o da morte bem quando está caindo de um prédio altíssimo. E o vilão, que não é bobo, foge ou se vinga.

A batedeira do Papa e a fogueira do Rei

Eu não poderia imaginar que o guarda-roupa do Papa inclui uma jaquetinha acolchoada. Foi o que ele apareceu usando numa reportagem que o Jornal Nacional mostrou ontem, sobre os “bastidores do Vaticano”. Bento XVI reza em seus jardins vestindo uma jaqueta branca fofinha, tipo aquelas que estão à venda na Renner.

A melhor parte da matéria, no entanto, foi Ilze Scamparini narrando “estes são os eletrodomésticos do Papa”, enquanto víamos um liquidificador e outras coisas modernas na cozinha.

Mudando de assunto: desde que mudei o blog para esta nova plataforma a audiência cresceu muito (embora ninguém deixe comentário, o que sempre é muito triste...). Creio que antes o Obnubilado não era muito visto pelos sites de pesquisa e agora é. Grande parte das pessoas chegou pesquisando pela biografia do Roberto Carlos. A respeito, disso, pois, li uma matéria na Veja desta semana falando sobre o processo e sobre a sentença.

O que aconteceu foi que o cantor entrou, com dois processos, um cível, no qual pedia indenização por danos morais e patrimoniais, e outro criminal, por ataques a sua honra.. A Editora Planeta, contra a vontade do autor Paulo Cesar de Araújo, entrou em acordo, se comprometendo a não discutir sobre a retirada dos livros do mercado se o cantor desistisse do processo indenizatório no qual pedia alguns milhões.


 

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