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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

Um texto longo e dispensável

Um homem oriental, com uns 30 anos, fala de como sua mulher é artificial - cheia de silicone e botox -, fria, burra, e de como ele não se importa a mínima com ela. Vemos a mulher amarrada com cordões junto ao piano; sua maquiagem pesada toda borrada pelas lágrimas. Ele continua a falar de como a detesta, quando notamos outro homem na sala, perto da mulher, com o rosto um pouco pintado de preto. Ele diz que a mulher do outro, além de tudo, tem um amante. Notamos que ele segura um pequeno machado. Notamos agora também que o marido está preso pela cintura por uma corda vermelha. O outro homem, então, diz que vai dar uma chance para ele, que é um grande ator comediante. Tem que fazê-lo rir para que ele não continue a fazer o que está fazendo. O comediante, ao contrário, começa a humilhá-lo, dizer coisas detestáveis. O homem, claro, não gosta e vai em direção à mulher quando o comediante vira-se de costas, abaixa as calças e começa a rebolar. Em seu rosto vemos um grande esforço e, então, ele peida. Veste-se e vira-se. Agora notamos uma figura sentada no sofá, amordaçada. O homem diz que nos filmes o ator não tentava fazer rir com truques de baixo nível como aquele. Brabo, vai até a mulher e corta-lhe (mais um) dedo. O marido dela, apavorado, dirige-se à figura feminina sentada no sofá e começa a esgoelá-la, sussurrando que não está fazendo aquilo porque a odeia, mas porque o homem maluco assim quer. Ele aperta o pescoço dessa mulher até ela revirar os olhos e morrer. Então, a peruca dela cai, ele apavora-se, apalpa entre suas pernas e percebe que na verdade era um garoto. O homem do machado caminha até o garoto, encosta a cabeça perto da boca dele e espera para ver se ele respira. Ele não respira, mas, de repente, tosse. O homem com o machado vai até a esposa do outro e corta mais um dedo, pega os três dedos de sobre o teclado do piano e bate no liquidificador. Quando vai cortar a mão dela, seu marido tenta alcançá-lo, mas a corda é elástica e puxa -o de volta, fazendo com que ele bata e derrube a parede. Vemos então que estão em um cenário construído dentro de um grande galpão. O homem mau, andando, conta os segundos para que chegue o momento de cortar a mão da mulher quando escorrega em um anel dela que caiu de um dedo cortado. Escorrega e cai no meio das cordas que a amarram. Ela, desesperada, morde-o no pescoço até arrancar um pedaço. Assim, ele jorra sangue e morre. Ela cospe o pedaço de carne fora e vomita. Seu marido corre até ela e consegue alcançá-la. Pede que a perdoe, que ele fez tudo que podia. Ela diz, com sua boca suja de sangue, que entende, e sorri. Então, ele começa a falar como se ela estivesse no outro cômodo, dizendo que vai esquecer tudo, mesmo que ela tenha um amante. Enquanto isso, estrangula-a até a morte.

Pois é, fiquei vendo este filme porque foi algo realmente diferente que surgiu no meio da madrugada. Quando ouvi os atores falar, logo pensei, com meu vasto conhecimento em línguas orientais adquirido após duas temporadas e meia de Lost: isso é coreano. Pois sim, esse é seguimento do diretor coreano Park Chan-Wook dentro do filme Três... Extremos. Parece um pesadelo, é realmente interessantíssimo, principalmente porque eu não vi o início e não sei se eu entendi bem.

TV a cabo é mesmo uma fonte de coisas impensáveis. Acabei assistindo um documentário sobre crocodilos africanos. Quando a seca chega na planície é tristíssimo, eles têm que migrar até encontrar um outro rio ou um buraco na terra onde caibam e possam ficar até a estação de chuvas. Alguns não encontram nada e morrem secos no meio do caminho. Outros andam dias e dias através do deserto até encontrar água. Agora, imagine você vários crocodilos enormes andando no meio do deserto, cheios de fome e de sede. Pior do que qualquer filme de terror asiático.