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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Boladona

Não deu para resistir, e vou contribuir para a cultura geral um pouco mais. Não sou daqueles que fica falando mal de funk, porque acho que é a expressão de uma cultura e blábláblá. Posso não gostar de funks mais chulos (apesar de achar Atoladinha uma música bem bolada, assim como Aberta e Assadinha), mesmo assim não tenho nada contra, afinal o que deveria desagradar as pessoas é o mundo da onde sai o funk, não o gênero musical.

Tá, mas digo isso porque a Veja desta semana traz um perfil da Tati Quebra-Barraco. O texto é contaminado por uma superioridade que significa: ela é podre e nós somos melhores – o que é algo comum e não vai ser percebido, porque quem lê também pensa desse modo.

De toda forma, a mulher é muito sincera nas coisas que fala, e achei isso bacana. Ao contrário de “estrelas” da alta roda, como Glória Pires e Cláudia Raia, que têm um jeito todo chique de damas mas fazem comercial até de samambaia carnívora – porque seus valores também não diferem muito dos de Tati, afinal elas também ambicionam jóias, casas e plásticas na bunda-, a funkeira assume as coisas na boa e não faz pose.

- (mostrando o RG) "Olha para isso. Olha de novo. Isto aqui assusta no escuro. Eu tô ficando filé. Eu tô ficando gostosa. Isso é bom demais"

- (Em 2004, pesava 92 quilos. Hoje, baixou para 57) "Foi tudo chupado mesmo. Só das costas tirei 9 litros de banha. Não faço regime. Como tudo, e muito. Adoro pé de galinha. Na minha casa, não pode faltar pé”.

- "Olha este cordão de ouro. Custou 15.000, minha filha! Eu é que não uso mais chapeado, que fica preto. Sou louca por ouro" - "Pobre não vai para a frente porque ganha dinheiro e já arruma duzentos gastos. Para que vou chamar estranho para limpar minha casa se tem minha mãe e as amigas dela que não têm dinheiro?"

- "Eu sou favelada, cresci com rato comendo o meu pé. Agora as patricinhas ficam aí rebolando com a minha música" - "Eu sei ler e escrever. Agora não me pede para escrever Stephany num autógrafo que não sai mesmo"

- (O que falta em sua vida?) "Ah, falta muita coisa. Botar meu silicone na bunda, comprar uma Hilux, abrir um restaurante-boate, posar pelada."