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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Blog que ainda existe, apesar do tempo.

Ih...

Pois, então, vou falar sobre um vexame publicável, já que foi-me solicitado. Escreverei sobre um episódio que me fez sentir o mais imbecil da Via Láctea. Inclusive já tinha citado isso aqui antes, meses atrás.

É que um dia estava eu numa lancheria da UFRGS e chegou uma mulher para mim, muito alegre, e me cumprimentou, esfuziante:

- Oi, Neco, tudo bem? Como está indo a faculdade?

Neco é meu apelido familiar, e nunca eu poderia esperar escutá-lo assim, em Porto Alegre, enquanto comprava uma esfiha de espinafre. Fiquei meio tonto, não reconheci a pessoa. Ela me parecia reconhecível, mas em meu cérebro eu não lembrei exatamente quem era e me confundi, porque ela tinha traços que se assemelhavam a uma prima da minha mãe, que eu não via há uns sete anos, no entanto era morena e mais baixa.

Então, tasquei:

- Oi. Hããã... Eu te conheço?

Terrível, terrível. Ela era a namorada do irmão da minha madrasta. Eu fiquei na casa dele (do pai dele, melhor dizendo) por uma semana, enquanto fazia vestibular, e ela ia lá todos os dias e sempre foi simpática – isso há uns sete meses antes dessa cena deplorável.

Mas, como o sangue de Cristo tem poder, só tornei a encontrá-la mais uma vez na vida, de passagem, na saída do cinema. Ou, pelo menos, essa foi a única vez que eu a reconheci.