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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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novelas em transe

Não me chama a mínima atenção Sinhá Moça. As imagens gravadas com câmeras de alta definição é que são a maior atração. Dizem que vai ser assim a próxima novela das oito também.

Na real, só as cenas externas são gravadas em HDTV, as internas são gravadas com câmeras digitais convencionais e depois o resultado é passado por softwares que igualam a qualidade. Isso é um meio passo em direção ao sistema digital. Por enquanto tanto a emissão quanto a recepção são analógicas. Mas isso vai mudar em breve, você sabe... Prepare o bolso para comprar uma TV digital.

Por falar nisso, achei divertidíssimo saber que o Walter Salles está processando a Globo por causa da novela das sete. Parece que os personagens do Daniel de Oliveira e da Mariana Ximenes são copiados de um roteiro para um filme seu, em parceria com a Daniela Thomas, que seria filmado em alguns meses. O autor da novela participou do início do projeto e pelo jeito pegou os personagens para si. Agora, claro, fica difícil fazer um filme que já foi visto dentro de uma novela.

Hoje ídolo, amanhã rei majestade

Pô, não queria me repetir, mas irei: Ídolos é um grande programa. Há tempos eu não ficava tão interessado por algo de não-ficção na televisão. O episódio de ontem não foi o melhor, mas foi o mais emocionante (por falta de palavra melhor no momento).

Foram selecionados os 30 finalistas. Provas individuais com músicas que as pessoas não sabiam direito cantar e se atrapalhavam todas. Ou não. Quinze saíram fora, inclusive a guria de cabelo lilás, de Caxias. E eu, que acho tocante até comercial de asilo, achei tudo muito bacana. Claro que é uma bobagem, o eleito vai fazer um disco de sucesso e outro que não vai tocar em lugar nenhum e, daqui 20 anos, vai escrever um livro sobre sua longa carreira. Mas o programa é legal.

Para quem ainda não viu, aviso: um dos finalistas é um cara gordo, SEM UMA PERNA, com algo nojento pendendo do ouvido, tipo a enfermeira do South Park. Ou seja: os jurados não escolheram os bonitinhos. Não é Fama. Mas, agora, quem vai escolher é o público, aí caga tudo.

Por falar em programas do SBT, tá rolando às quartas-feiras à noite Rei Majestade, com o Sílvio Santos, uma espécie de Ídolos da terceira idade. O nome é ótimo, o que acontece é indescritível.

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Levanta-te, vem para o meio!

Fotografei no Projeto Rumo Norte, aqui no centro. Um lugar onde há aulas e assistência para deficientes. Fui tirar fotos em uma aula de libras. Cheguei na bonita professora e pedi que iniciasse os trabalhos. Daí ela olhou para mim e começou a mexer as mãos e fazer caretas. Ela era surda. Ou muda. Ou passou duas vezes na fila e ficou surda-muda. Devo ter feito uma cara de espanto antes de pronunciar “ah, você não fala...”.

Foi legal lá, apesar de ter sido atropelado por dois cegos. Um carinha surdo, da aula de informática, foi com a minha cara e ficou falando coisas incompreensíveis. Em uma das paredes havia afixado o preço das sessões de depilação.

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Cruza as pernas, Mariquinha

Bom, eu gostei de Instinto Selvagem 2.

A Sharon Stone não cruza as pernas, mas aparece de peito de fora na piscina. Dá pra perceber claramente que são silicones que pendem do seu peito magrelo, mas e daí? Ela está muito bonita no filme.

Bom, se eu tivesse 48 anos com alguns milhões no cofre, também apareceria bonito num filme. E sem a franja cortada em diagonal.

Essa voz tamanha

No que se refere a entretenimento sem pretensões, nenhum programa de TV é melhor atualmente do que ÍDOLOS no SBT. Eu não dava muita bola quando estavam anunciando, mas comecei desavisado e aborrecido semana passada a assistir e achei realmente interessante.

Se as pessoas pagassem impostos para ser ridículas, o mundo seria menos divertido, realmente. Várias pessoas que passam pelo concurso não devem ter espelho em casa. Incrível que são milhares de candidatos e , pelo jeito, não houve uma pré-seleção. Os quatro jurados têm que ficar vendo qualquer carinha abobado que pensa que fazer acrobacias ridículas faz dele um cantor ou os sem noção que ficam cantando Nsync – Nsync! – sem saber pronunciar I love you direito. O pior é que eles ficam ofendidos quando são desclassificados. Engraçadíssimo

Já vi alguns momentos esparsos do programa original, que a Sony apresenta. Lá eles tem um jurado, Simon se não me engano, que é o terror dos concorrentes. Diz coisas horríveis, humilha as pessoas. Aqui eles são um pouco menos terroristas, mas às vezes não dá para se controlar. Ontem um deles disse para um concorrente o seguinte: “eu percebi que a sua roupa tinha sido feita por você mesmo, porque ela é tão horrível como o jeito que você canta”. Delicadezas

Hoje será apresentada a eliminatória gravada em Porto Alegre. Poderia ter me candidatado. Começa às 22:30. Assista e divirta-se.

Tratamento de choque

Tomei uma decisão: não pagar minha conta de telefone. Não porque eu não tivesse o montante extorsivo que me cobram, mas porque eu estava ficando muito tempo na internet. Muito tempo. Mesmo dormindo cedo como vinha fazendo, eu ficava conectado de tarde - e isso, claro, não ajuda minha alma a progredir. Não fazia nada demais, talvez, mas o simples fato de ficar em frente ao pc, sentado, durante horas, pegando radiação do monitor, não é algo muito saudável. Assim, passarei até semana que vem, pelo menos, sem internet. Espero não enlouquecer muito no feriadão.

Ah, nem escrevi aqui sobre coisas que eram legais para ser ditas. Agora já passou. Mas ainda quero recomendar O Novo Mundo, do Terrence Malick, que é um belíssimo filme. Conta a história da Pocahontas, que - por incrível que pareça - existiu de verdade, mas não cantava Colors of the Wind no laguinho, como no desenho da Disney. O filme é bastante profundo, não se atendo nem tanto em personagens ou na história em si, mas nos sentimentos e emoções envolvidas. Fala sobre amor, sobre perda, sobre a recuperação após uma grande dor. Muito bom!

Após a sessão, as pessoas ficaram vários minutos imobilizadas em suas cadeiras, pensando na vida. O filme nos deixa assim, num estado meio viajandão.

Chute-me, por favor

Meu desejo de flertar com alguém se confunde com minha total inaptidão para falar com estranhos e minha completa incapacidade de trocar olhares decentemente sem pensar a todo momento que a pessoa, com certeza, se sentirá incomodada, aturdida, ameaçada. Não deveria haver problemas quando tal pessoa se mostra interessada, no entanto.

Quando eu bebo, obviamente, isso parece melhorar. Mas não tem rum no cinema.

Brasil Telecom loves me

A melhor proposta da semana foi a mulher da Brasil Telecom me telefonando e dizendo que, como eu excedo meus pulsos de ligações locais, pagando em torno de 16 reais por mês nisso, eles fariam uma oferta especial: eu pago uma tarifa fixa de apenas R$ 14, 09 e economizo quase dois reais. Fiquei de pensar a respeito.

Nunca joguei taco

Não poderia imaginar que o filme durasse tanto. Fui inocentemente assistir a qualquer coisa que estivesse passando na mostra de cinema indiano. Peguei o ingresso, onde dizia Lagaan. Legal, um filme chamado Lagaan parece interessante. Então, sento-me e com calma leio o folheto. E me espanto. O filme tem 224 minutos! Sim, 224 minutos! Fiz as contas várias vezes e todas deram o mesmo resultado: quase quatro horas! Eu não estava preparado fisicamente para isso e pensei em sair no intervalo (aham, dizia que haveria um intervalo e eu fiquei feliz).

Então começou. Primeira coisa: qualidade excepcional. Visualmente o filme arrasava em todos os aspectos. E mais: havia uma história bacana. E mais: atores competentes. E mais: as vacas tinham chifres lindos.

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A história se passa no século 19, quando, com a colonização britânica, uma província tinha que pagar altos impostos (o tal lagaan) para o exército ocupante. Só que não chovia há dois anos, ninguém tinha nem comida. Daí o comandante resolve dobrar o valor do imposto. Todos se revoltam, mas não podem fazer nada contra. Mas o britânico, porque tem uma implicância com um aldeão, desafia-o a um jogo de críquete. Se os ingleses ganham, o imposto triplica. Se os hindus ganham, não pagam nada por três anos.

Então, 80% do filme se passa com Bhavu tentando aprender o jogo, convencendo os outros a jogar com ele, treinando e, enfim, jogando. Parece chato, e quando eu li na Veja da semana passada que "o ator-produtor Aamir Kahn (...) enfiou no enredo um (longo, longuíssimo) jogo de críquete". Eu pensei: detestável, até porque sabia tanto sobre críquete quanto sobre a constituição química do marshmallow.

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Mas é divertido, emocionante, com belos personagens, algumas grandes cenas e, claro, números musicais (bem menos do que eu esperava – são só quatro). O melhor das cenas musicais é que são muito diferente do que a gente conhece de Hollywood. Pra começar, eles dublam. Quer dizer, todos sabem que não são os atores cantando. É como se Antônio Fagundes começasse a cantar e dançar com um cd do Fábio Júnior tocando. É uma abordagem diferente da coisa. Ah, e eles dançam muito engraçadamente. E as músicas são realmente ótimas.

Então, após ter visto o Woody Allen e gostado bastante, não vou dizer que Lagaan é melhor, porque é outro mundo. Mas como é um tipo de cinema ao qual eu não estou acostumado, a novidade, talvez, me fez gostar bem mais. Grande direção, fotografia, edição, figurinos, cenografia. E acabei ficando quatro horas no cinema.

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Una furtiva lagrima

Erro meu, eu sei, mas, por ser um filme do Woody Allen, fiquei esperando alguma coisa engraçada enquanto via Match Point hoje. Demorou pra eu me acostumar com o ritmo do filme e com o fato de que não tinha graça. </p>

E, como eu não sabia quase nada sobre ele, não tinha esperanças a respeito e me surpreendi por ter gostado imensamente. Grande roteiro. Só que, desde a primeira cena, eu pensava sobre o protagonista, John Rhys-Myers: "esse cara parece uma bicha assassina". E eu não estava completamente enganado.

Mas é verdade. Talvez porque eu tenha visto Velvet Goldmine, ou porque ele tem mesmo um rosto com traços femininos, ficou um pouco difícil acreditar que ele estava apaixonado e transando no meio do trigo com a Scarlett Johanson.

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Bá, aqueles 15 minutos em que as coisas vão acontecendo, e a gente não sabe o que o protagonista está planejando fazer, e ele faz, e é chocante, foram alguns dos melhores minutos cinematográficos dos últimos tempos, ainda mais com aquela ária tocando. Grande direção.

Enquanto assistia, lembrei de algumas referências: O Talentoso Ripley, O crime do Padre Amaro e Crime e castigo. Só essa última faz sentido, e chega a ser citada, das outras eu lembrei porque não tinha mais o que fazer.

Ah, vi também Irma Vap, com o Marco Nanini dominando tudo, e Sra. Herderson Apresenta, com Bob Hoskins pelado (isso é só estratégia de marketing, ele aparece nu por 4 segundos; não é lindo, mas está ótimo no filme).

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