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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Mazel Tov!

Pode parecer bobagem ou idiotice o que vou dizer, mas mesmo assim direi: Munique foi o único filme que me fez sair do cinema arrepiado. Outros filmes me deprimiram profundamente, outros me deixaram irritado, outros me deixaram com sono. Nem um havia me deixado arrepiado.

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</b>Munique é muito estranho. Por ser um filme do Spielberg, eu não esperava coisas muito chocantes, mas fiquei com o queixo caído em algumas seqüências. Por exemplo, há uma cena de sexo completamente inútil, que aparece só para os personagens poderem falar que estão transando enquanto a mulher está grávida de sete meses. Eles transam de lado e dá pra ver a bunda do Eric Bana. Isso é bastante surpreendente.

Há uma das melhores cenas de morte da história do cinema: uma espiã leva dois tiros de balas pouco mortais em sua casa, vestida com um roupão aberto, deixando aparecer sua nudez; enquanto não morre, vai andando lentamente pela casa, abraça o gato que está na cozinha e senta-se na sala; tosse e sangue começa a sair do buraco que tem no pescoço; recebe um tiro no rosto e só então morre, toda nua; um dos caras cobre seu corpo, mas o outro vai e deixa-a exposta novamente. Demais!

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Para ler a crítica que eu escrevi, aperta aqui. Foi difícil conseguir escrever esse texto e ele não ficou satisfatório, porque aconteceram coisas que me deixaram muito atrapalhado para pensar direito. No entanto, está mais interessante do que a crítica destrutiva que a Veja publicou, dizendo que o filme é ingênuo e não toma partido algum. Isso é uma completa besteira.

Apesar de não ser moralista, o filme nitidamente demonstra que os palestinos são uns monstros insensíveis. No meio de todos os assassinatos, há uma conversa entre Avner e um membro da OLP. Lá o palestino expõe seus problemas, fala das famílias injustamente tiradas de seus lares por Israel e trancafiadas na Faixa de Gaza. Ok, ele tem bons argumentos, mas logo em seguida já o vemos junto com um terrorista e suas palavras perdem todo fundamento, afinal ele é o cara mau e tem que ser massacrado. Já os judeus são tão bons que pensam que não são tão bons e têm crises de consciência. Mas tudo certo, o filme é interessante assim mesmo.