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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Mandacaru, quando fulora na seca...

Não percam: hoje o carro de Bia Falcão explode. Ela pode ter morrido, terrivelmente consumida pelas chamas até os ossos, ou não.

Belíssima, na costumeira matéria da Veja sobre a novela das oito, é muito elogiada (resolveram aliviar, depois de apedrejar América). Parece que tem índices de audiência iguais aos de Senhora do Destino, que são os maiores dos últimos anos. No começo eu achei uma novela bastante antipática, e ainda acho um pouco isso. Talvez porque tem um visual frio e distante (os escritórios da empresa são horríveis e não creio que alguém moraria naquela mansão). Mas pelo menos Tony Ramos se cansou de interpretar o Corcunda de Notre-Dame grego e melhorou muito.

Mas a melhor novela que está no ar é Mandacaru, sendo reapresentada na Bandeirantes por volta das 22 horas. Nunca tinha visto e fiquei admirado com a alta qualidade de texto, atores, direção e imagens. Foi escrita por um tal de Carlos Alberto Ratton, que eu desconheço, e exibida na Manchete em 1998.

Há também Prova de Amor, da Record, que incomoda a Globo no horário das 19 horas. É bem melhor do que Bang Bang, mesmo que o roteiro demore para se resolver e o texto seja meio pueril, apesar de ter Luiz Carlos Maciel entre os autores. De qualquer forma, a história das crianças raptadas e do cara que parece que morreu mas não morreu e agora voltou pra se vingar do bandido, é suicientemente interessante para uma novela média.

Em março, a emissora do bispo Macedo estréia Cidadão Brasileiro. O autor é um dos melhores: Lauro César Muniz que, na década de 70, escreveu novelas narrativamente revolucionárias, como O Casarão e Espelho Mágico (essa, de tão inovadora, foi um fiasco de audiência - mas ficou marcada). Escreveu também O Salvador da Pátria, em 1989, e a minissérie Chiquinha Gonzaga, que deve ter sido seu último trabalho na Globo. Custará caro: cada capítulo vai sair pelo preço de um capítulo global. Não sei sobre o que vai ser, mas esperarei para ver.

Aprendendo palavras novas

Assistindo a um clipe do Aerosmith sem som, enquanto esperava para fazer exame de sangue, fiquei pensando "como podem ter feito algo tão ruim assim?". A música era Love in an elevator, e na tela víamos cenas deploráveis. Mas o que me chamou mais a atenção foi que nas legendas (era na Ulbra TV, tinha legendas) eu encontrei uma frase magnífica e misteriosa: "Eu beijarei seu sassafrás". Abalado por não ter essa palavra em meu vocabulário e imaginando altas sacanagens, fui, aflito, procurar no dicionário. Eis a frase como ela deve ser entendida: Eu beijarei sua árvore aromática.