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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Cada aleluia é um flash

Adoro pessoas absurdas, e para reativar o blog nada melhor do que uma delas. Sexta-feira o Jornal da Globo passou uma matéria que me fez acreditar que a Igreja Católica só não é mais animada porque ainda não contratou o carnavalesco certo. Um padre em Salvador (esse aí da foto, sim) faz apresentações musicais e performances artísticas durante as missas. Mas não pense em algo como Padre Marcelo Rossi. Não, é algo estilo Parada Gay.

Longe de mim criticar um padre feliz. Ele era bailarino antes de virar sacerdote e tem todo direito de exercer suas habilidades. Mas, convenhamos que o que ele, padre José Pinto, fazia era mais apropriado para um terreiro de candomblé. Nas cenas que mostraram, o pároco aparecia vestido de índio ao som de tambores, depois usando roupas africanas dançando em roda, e, então, imitando Oxum, de vestido amarelo, rodopiando em frente à igreja. Eu ia achar o maior barato, mas, obviamente, quem vai na missa não quer ver um padre tão avançadinho. Não à toa, sumiram com ele no mesmo dia em que a reportagem foi ao ar na emissora local.align=center>height=169 alt=padre_queen.jpg src="http://obnubilado.blogs.sapo.pt/arquivo/padre_queen.jpg" width=270 border=0>

Quero ser da família Corleone

Quero falar mal da minha família, mas vou deixar para mais tarde. Para reviver o blog, quero falar, rapidamente, sobre um filme: O Poderoso Chefão - Parte 2. Sempre havia lido que ele é melhor do que o primeiro, mas não acreditava, porque sempre achei The Godfather genial. E eis que é, sim, melhor, porque é perfeito. Talvez esse seja o único filme que eu posso dizer que é perfeito. E vou repetir: PERFEITO.

Assisti duas vezes seguidas - na segunda acompanhado pelos comentários de Francis Ford Coppola, diretor, co-roteirista e produtor. Ele diz que não queria fazer esse segundo filme, porque o primeiro não foi uma experiência boa, já que o estúdio ficou azucrinando-o durante todo o tempo. Para aceitar ele fez algumas exigências, uma delas foi o salário, outra foi usar o mesmo nome do primeiro filme, acrescentando "Parte 2" (algo não comum na época) e a terceira foi ter total liberdade para decidir sobre tudo. A Paramount aceitou, ele roteirizou a história comtemporânea, que é original, enquanto Mario Puzo adaptou a história de Vito Corleone de seu livro. As duas histórias, de pai e filho, vão-se misturando ao longo das três horas, tendo como protagonistas Robert de Niro, como Don Vito, e Al Pacino, como Michael, filho de Vito, atual (em 1974) líder da máfia nos Estados Unidos.

O diretor de fotografia foi Gordon Willis, que fez um trabalho magnífico. Até a sombra que a câmera faz no rosto de Al Pacino na última cena é ótima.

Vinte anos depois, pressionado pelo estúdio e com as finanças em baixa, Coppola aceitou fazer a terceira parte. Dessa vez, ele queria que se chamasse A Morte de Michael Corleone, mas o estúdio forçou-o a usar o mesmo título, acrescentando "Parte 3".

Os três mantém uma característica em comum: de repente, ra-ta-tá-tá, rajadas de metralhadoras insanas surgem do nada para tentar assassinar alguém. Geralmente o alvo é um dos Corleone. São milionários, poderosos e bonitos, tinham que sofrer alguma desvantagem mesmo.