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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Andorinha de asa negra aonde vais?

Madredeus.jpg

Madredeus vem a Porto Alegre. Uma de minhas bandas favoritas (mesmo achando errado chamá-los de banda) e eu não verei, por dois motivos: é caríssimo e é no Teatro do Sesi, lá onde a Assis Brasil faz a curva.

Pegaram pesado no comercial de TV, colocando O Pastor como trilha sonora (aquela canção sensacional que era da minissérie Os Maias) - ao mesmo tempo em que vieram com um papo de chamá-los de doces e dizer que, por isso, só poderiam ter vindo de Portugal - ridículo.

Uau, como eu queria ir num show calmo de alguém que eu conheça as músicas, sentado num teatro bacana, não tendo que ser espremido na multidão, nem que fazer a hola, nem sair cinco quilos mais magro depois de pular por duas horas sem parar no meio de uma platéia de adolescentes que me irritam.

Eles têm grandes letras, simples, algumas doces, ok, outras que parecem poemas do século 19. Uma delas é Ecos na Catedral (meu título predileto): "Teus olhos são vitrais / Que mudam de cor com o céu". Outra é A Lira:

Fui ao mar e não vi nada
Nem sequer onde estava
Só ouvia a solidão
Da cantiga qu'eu cantava
E senti-me só no escuro...



Tinham até camarim

Esqueci de dizer: nem um dragão foi maltratado nas filmagens do Harry Potter. É o que está escrito no final dos créditos, que eu esperei passar, todos, por 20 minutos, por que o sacana do Giovanni me disse que haveria cenas extras então. Ok, ele leu no Cinema em Cena, não posso culpá-lo muito. Mas foi um alívio, depois de ver os maiores créditos da História desde O Retorno do Rei, saber que os dragões foram respeitados.