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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Eu viajei no caminhão do Zaffari!

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Levantei às 6 da manhã pra ir fotografar a doação que o Zaffari fez ao gabinete da primeira-dama do Estado. Minha missão era chegar ao depósito de mercadorias da rede de supermercados às 8h. Sem a mínima noção de tempo e espaço, saí de casa às 6:39, a fim de pegar o Parque dos Maias / Sertório às 6:48. Acabei me atrasando no caminho e mesmo assim peguei o ônibus, porque o motorista também não era dos mais pontuais.

Na ignorância de quem não conhece minimamente a zona norte, pensei que o número 3612 da Sertório ficasse no fim do mundo. Mas, para minha surpresa e desânimo, às 7:10 eu já tinha descido na parada correspondente e me perguntava "o que eu vou fazer nos próximos 50 minutos?". Fiquei andando pelo bairro que eu não conhecia e achei muito agradável, cheio de praças e casas bonitas. Às 7:50 então me encaminhei para o depósito, para encontrar o seu Altair, que me guiou através de muitos galpões repletos de papel higiênico de todas as marcas. Começou a chover. Mesmo assim, consegui tirar fotografias dos 4 caminhões carregados. Para meu alívio monetário, não precisei pegar um táxi para ir até a central de doações da campanha do agasalho. Seu Altair disse que eu poderia ir de carona. E lá fui eu, passeando por Porto Alegre num caminhão do Zaffari. Ótima sensação.

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Chegamos no local e a primeira-dama, a Sra. Rigotto, havia desistido de comparecer. Ficamos, pois, esperando um representante para eu poder tirar a foto clássica que as assessorias de imprensa adoram: o representande do Zaffari entregando um pacotão de açúcar para a representante do governo.

O caminhão por dentro era enorme e levou mais de duas horas para ser descarregado. Segundo pude perceber, lendo a nota fiscal na viagem, o veículo continha açúcar, farinha de trigo e arroz, no valor de 10 mil reais. Saí de lá passando das 10:30, depois de tirar 20 e tantas fotos.

Minutos antes de sair, encontrei no chão um pacotinho com um fio branco. Deve ser a prova de algum crime horrendo. Na parte de trás da central de doações há um arquivo repleto de pastas e papéis, muitos caídos, entre-abertos. Na parede diz algo sobre perícia médica.

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