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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Pedofilia no acústico

Bidê ou Balde tá sendo acusada de apologia à pedofilia com a musiquinha E por que não?. Bá, a letra é uma pouca vergonha mesmo (estou sendo sarcástico, mas nem tanto). Parece um pai querendo comer a sua filha:

Eu estou amando a minha menina
E como eu adoro suas pernas fininhas
Eu estou cantando pra minha menina
Pra ver se eu convenço ela a entrar na minha
E por que não?
Teu sangue é igual ao meu, é igual ao meu
Teu nome fui eu quem deu
Te conheço desde que nasceu
E por que não?
Eu estou adorando
Ver a minha menina
Com algumas colegas
Dela da escolinha
Eu estou apaixonado
Pela minha menina
O jeito que ela fala, olha,
O jeito que ela caminha

Querem recolher o CD do acústico MTV das bandas gaúchas. Mas a música já tnha sido lançada em 2000. Chegaram atrasados. De qualquer forma, não creio que ninguém vai virar pedófilo porque escutou a canção no rádio.

Walter Salles filma com goteiras

Estreou nos Estados Unidos semana passada o novo filme de Walter Salles e primeiro que ele realiza em Hollywood, chamado Dark Water, ou Água Negra em português (não sei por que não escolheram Escura. Quem traduziu o título certamente não é negro). Eu havia visto o trailer há alguns meses e fiquei chocado quando soube que era do Walter Salles, porque é um terror estilo O Chamado (realmente, é baseado em um conto e no posterior filme japonês realizado pelas mesmas pessoas responsáveis pelo Chamado). Tudo bem, é preciso diversificar. Então, depois de fazer a história do Che Guevara jovem, Salles foi filmar algo sobre uma água aterrorizante. Nada contra.

Hoje estava lendo a apresentação para a imprensa que a distribuidora enviou aos jornalistas (um negócio de mais de 40 páginas). Tem os créditos completos do filme e assim fiquei sabendo que a dublê de fotografia foi Sarah Landi, o enfermeiro no set foi Greg Wood e o buffet ficou a cargo de By Davids. Além disso, me chamou a atenção os subtítulos do texto. Tem coisas como "Surge uma goteira" e "O medo se infiltra". Parece a pensão onde eu morava: quando chovia o medo de que a casa ficasse alagada se infiltrava através das goteiras volumosas da cozinha.

aguanegra.jpg

Salles diz, no texto: "Gosto de filmes que parecem pertencer a um gênero, mas que levam você para outro lugar, e esta história parecia fazer isso. Os personagens me comoveram e, em especial, o relacionamento mãe e filha, que é a essência da história. A história falava de perda, e de como transcendê-la”. Acho que já li isso na divulgação de outro filme. Mas, enfim, me parece que o diretor não pretendeu fazer um terrorzinho adolescente pra que as fábricas de pipoca lucrem com cada sessão. Isso é bom.

Algo positivo que posso apontar no filme, antes de vê-lo, é Jennifer Connelly fazendo o papel de Dahlia, a mulher que acaba de se separar e tá com a vida toda fudida e muda, então, pro tal apartamente velho, com infiltrações misteriosas. Ela diz: "É interessante como essas pequenas coisas que começam como chatices do cotidiano, como uma goteira no teto, se transformam em algo terrível. Realidade e pesadelo começam a se fundir. O melhor de tudo é que o espectador sempre questiona se os fatos estranhos que se passam fazem parte da imaginação de Dahlia ou se são realidade."

No elenco também estão John C. Reilly e Tim Roth além daquele cara que fez Em nome do pai e tem um sobrenome longuíssimo. As críticas nos Estados Unidos sobre o filme foram divididas, mas mesmo as ruins não foram tão horríveis. Se bem que as boas também não foram tão maravilhosas. Como dizia São Tomé: é esperar para ver.