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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Rock, macarrão e Daslu

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Esta quarta-feira é um dia especial mesmo. Vou fotografar o festival Aquário do Rock, lá no Cine-Theatro (Cristóvão Colombo, quase esquina com a Ramiro). Vai tocar o Júpiter Maçã, Pata de Elefante, Identidade e Cartolas. Começa às 22h. Eu vou ser alguém estressado com uma câmera na mão.

Eis que, me preparando para almoçar, vejo no Yahoo! Notícias, que a polícia federal invadiu a Daslu e levou a proprietária presa. Acusações: contrabando, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Por essa eu não esperava. A Daslu é a loja (com várias lojas dentro - mas não é exatamente um shopping center) mais luxuosa do país. Todo mundo fala na Daslu. Agora continuam falando, mas nas páginas policiais.

Deixei a água para fazer o macarrão fervendo enquanto fazia coisas no computador. Porém, deixei a panela, provisoriamente, com uma tampa de plástico. E esqueci. Quando fui ver, a tampa tava toda mole e derretida dentro da água quente. Vou comer macarrão com plástico, porque não trocarei a água, já que estou com muita fome. Deve fazer bem. Amanhã tem cabine de imprensa de um terrorzinho adolescente chamado Amaldiçoados. O slogan do filme é: O que não mata, fortalece. Pois é...

Mirad los lirios del campo

Estou trablhando, com a Paola, na tradução do filme argentino Mirad los lirios del campo, baseado no livro do Erico Verissmo que, como pode-se supor, é o Olhai os lírios do campo. Não temos o roteiro, então a Paola fica escutando o que as pessoas dizem e vai anotando. Eu dou acessoria técnica, moral e gramatical.

A tradução á para fins de legendagem, já que passará na Usina do Gasômetro a partir de 02 de agosto. Não posso falar sobre o filme, porque não o vi inteiro ainda, só até onde já traduzimos, de segundos em segundos parando.

Ele é de 1947 e tem coisas boas, como a seqüência da primeira operação do Dr. Eugênio, e coisas risíveis, como quando ele começa a lembrar do passado, ohando pro nada, a câmera vai se aproximando e de repente aparece um expiral em sua testa, indicando que estamos indo para épocas remotas... É meio cômico hoje em dia. Na década de 40, na Argentina, talvez ainda fosse preciso fazer toda essa introdução para indicar que iríamos ver coisas que já aconteceram. Ou o diretor exagerou. O diretor, aliás, é Ernesto Arancibia.

Sorte que eu reli o livro mês passado. Isso tem ajudado bastante.

"Migrantes habitam novos viadutos da Capital"

height=207 alt=migrantes.jpg src="http://obnubilado.blogs.sapo.pt/arquivo/migrantes.jpg" width=280 border=0>

Boa matéria no Zera Hora ontem, de Andrei Netto, sobre os migrantes que moram nos novos viadutos construídos perto do aeroporto. (Para quem quiser ler, clica aqui. É preciso se cadastrar, mas é de graça.) Não é um texto maravilhoso (dizer que as pessoas catam "latas de metal" é bem esdrúxulo...), mas a história é interessante.

Entretanto, o que mais me chamou a atenção é a foto de capa, essa aí de cima. É linda. Do Ronaldo Bernardi, o mesmo que fotografou a criança atropelada que eu coloquei aqui no mês passado. Quase comprei o jornal para guardar a foto, mas minhas magras finanças acharam melhor se recolher.