Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

A música da rosquinha

Tenho um dicionário de inglês desde o primeiro grau. Pertenceu a minha tia, provavelmente no final da década de 70. Ele é pequeno, suas páginas são em papel-bíblia, muitas (muitas mesmo) já caíram e eu as guardo dobradas, no meio das outras que ainda restam, agrupadas por letras (a letra B toda se desgarrou).

No colégio, a professora elogiava meu dicionário, por isso nunca comprei outro. Hoje, ele sem capa, não deixa eu saber seu nome. Mesmo assim, a consulta a ele me dá bons minutos de divertimento.

Quando eu, atrapalhado escutando Tori Amos, fui procurar a palavra doughnut, me deparei com este outro enigma, mais grave de resolver: Bola de Berlim. Fiquei dias imaginando o que poderia ser uma Bola de Berlim.

Procurei num tradutor da internet e outro inigma se instalou. O resultado para doughnut foi: filhós. Como também não fazia idéia do que era um filhós, fiz uma promessa a São Benedito. E eis que me dou conta de que doughnut é a mesma coisa que donut: aquelas rosquinhas que os policiais aparecem comendo em filmes norte-americanos.

Bom saber. Tori Amos tem uma canção que se chama Doughnut Song (lindo arranjo de piano):

Hand me a trick and a kick and your message
You'll never gain weight from a doughnut hole
Then thought that I could decipher your message
There's no one here dear,
No one at all

Carpaccio, carpaccio

carpaccio.jpg

Lembro-me do dia em que, ainda não vegetariano, provei carpaccio.
Num coquetel, amigos em volta, pequenas torradas com aquilo em cima, pensei que fosse tomate, ou algo que eu desconhecesse.
Nunca sonharia que fosse carne crua.
Quando descobri e, curioso do gosto que provara sem saber o que era, comi novamente, não foi uma boa sensação. Grudou-se na minha garganta.
O gosto era o mesmo, a carne era a mesma, mas a pessoa que o provava já era diferente.