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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Ninguém agüenta

A revista Time desta semana informa que as canções de Christina Aguilera foram usadas como instrumento de tortura na base americana de Guantánamo, em Cuba. Ao lado de banhos de água fria, as músicas da cantora americana eram usadas para manter acordados prisioneiros como o saudita Mohammed El-Qahtani, acusado de participação nos atentados de 11 de setembro de 2001.

(retirado do site da revista Veja)

Parada (quase) circense

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parada6.jpg(Fotos de Ederson Nunes)

Tá aí, Parada Gay de Porto Alegre. Ou Parada Livre, como é chamada oficialmente. Na verdade, é um desfile de carnaval. Uma mistura de Rio de Janeiro com Bahia: trio elétrico e fantasias.

Hoje alguém me disse "essa parada só cria mais preconceito, e não o contrário". Raciocínio compreensível, já que se um marciano pousasse na Terra naquele momento pra descobrir a noção de homossexual, saiiria algo parecido com "homem que se veste espalhafatosamente com roupas feminias, faz gestos exagerados e tem uma voz impossível de descrever, assim como suas perucas ridículas".

Também não dá pra não ver o outro lado, como foi bem assinalado no programa VJs em Ação da MTV: homossexuais na rua, mostrando que existem, impõe certo respeito, mostram que também têm voz e que não são poucos. Impulsionam outros também a aceitar o que sentem e não se sentirem, de outro modo, excluídos, isolados.

Mas é verdade que a Parada é uma palhaçada. Literalmente. Trios elétricos tocando música dance, carinhas de sunga rebolando, drag queens fazendo caretas e fingindo felicidade.

Tudo sendo observado pelas nobres famílias porto alegrenses que assim se divertem um pouco.

No próximo domigo haverá outra parada, na Redenção também, organizada por outros grupos (a do dia 05 foi a parada do Nuances). Será a mesma bobagem?