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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Melodias por aí

Quer saber uma vantagem de ficar em casa desempregado, triste por estar apaixonado? Música.

Desde que não tenho emprego (pouco mais de 2 meses) e que estou apaixonado e rejeitado (aquela dor canalha que me dilacera agora já se foi), passei a escutar mais músicas que não conhecia (graças aos mp3 da vida), descobri novas bandas, novos artistas, novas formas de cantar e tocar. Mas, o mais relevante: dediquei mais tempo ao violão e isso tem sido bastante importante.

Toco mehor (mas não muito), consegui tirar Margaret on the Guillotine, do Morissey, de ouvido (raramente fiz isso - além de para mim ser muito difícil, não tenho muita paciência) e toquei, finalmente, uma de minhas músicas preferidas, que eu nunca tinha atinado a tocar direito por motivos que não interessam.

Essa música é One, do U2. Linda, linda. E agora eu consigo tocar! Eh!

Além disso, compor quando se está deprimido sempre foi meu forte. Nos últimos tempos, no entanto, não tenho composto com a periodicidade que eu gostaria, porque o que eu tenho pra falar é triste e, como quase todas minhas músicas são tristes, achei que ficaria patético eu ficar choromingando sem parar. Por isso, tenho melodias, mas não tenho letras. Não quero fazer música triste só por fazer. Vou esperar pra ter algo legal pra dizer.

A lua disse

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Das novelas da Globo que estão no ar, A Lua me Disse é a melhor. Além de ser bem humorada, tem histórias que prendem o público, personagens cativantes e uma certa modernidade que não agride os conservadores.

Ontem, por exemplo, para marcar a passagem de tempo, não foi colocada a famosa legenda "alguns dias depois..." (que muita gente não vê porque olhou pro lado no momento). Foi feito um incrível trabalho de edição e, durante uns 5 minutos, foram rodadas cenas com todos os personagens em alta velocidade, enquanto eram sobrepostos marcadores de tempo (relógios e calendários). Muito bom.

Pena que os protagonistas sejam tão sem-graçamente interpretados. Adriana Esteves parece boba. Deveria estar na Frorisbella, da Bandeirantes (que, aliás, me pareceu bem engraçadinha nas poucas cenas que eu vi); Wagner Moura consegue ser mais sem graça do que um pão molhado; e Marcos Pasquim é mais canastrão que Francisco Cuoco depois dos 50 anos: as únicas expressões dele são ou sorriso irritantemente feliz ou um olhar de quem não sabe onde guardou a chave do carro.