Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

A roupa nova do príncipe

william.jpg Hehe. Hoje lembrei dessa foto. O príncipe William da Inglaterra, nu, experimentando as suas futuras vestes reais. Nunca ouvi muito a respeito. Li uma nota na Revista Época, e só. É bem engraçada, se for verdadeira. Apesar de ser uma brutal invasão de privacidade. Parece que foi publicada na revista Tatler.

Antes do baile verde

Hoje, no café da Casa de Cultura Mário Quintana, um homem tocava saxofone junto a um cd player que fazia soar o acompanhamento de outros instrumentos. Ele ficava lá, sentado numa cadeira, na porta, tocando, muito compenetrado. As poucas pessoas presentes não prestavam muita atenção, com exceção de um casal, que depois soube ser seu amigo.
Me lembrou um conto de Lygia Fagundes Telles, o Moço do Saxofone. Por causa do título, não por causa do tema. O conto é muito bom, marcante, como muitos dos contos do ótimo livro Antes do Baile Verde. Nesse conto, especificamente, um homem toca saxofone enquanto sua mulher dorme com os hóspedes de uma pensão.
— E você aceita tudo isso assim quieto? Não reage? Por que não lhe dá uma boa sova, não lhe chuta com mala e tudo no meio da rua? Se fosse comigo, pomba, eu já tinha rachado ela pelo meio! Me desculpe estar me metendo, mas quer dizer que você não faz nada?
— Eu toco saxofone.

No mesmo livro ainda, outro conto com o instrumento: Apenas um Saxofone, que tem um começo bem chato e confuso, mas que vai se transformando até chegar num final muito impactante. Mas talvez não tão impactante quanto o conto Venha ver o pôr-do-sol, que já me causou uns pesadelos.
O livro foi publicado em 1970, e traz contos da escritora desde 1949. Entre eles, Verde Lagarto Amarelo, do qual me aproximei muito ao adaptá-lo em roteiro na faculdade. A história trata de 2 irmãos, Rodolfo, gordo, suando sem parar sempre, e Eduardo, magro,lindo, querido por todos, perfeito em tudo. Rodolfo odeia Eduardo. Eduardo ama Rodolfo.
Se ao menos ele... mas não, claro que não, desde menino eu já estava condenado ao seu fraterno amor. Às vezes me escondia no porão, corria para o quintal, subia na figueira, ficava imóvel, um lagarto no vão do muro, pronto, agora não vai me achar. Mas ele abria portas, vasculhava armários, abria a folhagem e ficava rindo por entre lágrimas.

A cadela Malu

malu.jpg Esta é Malu, minha cachorra. Ela não mora comigo, mora em outra cidade, nesta casa, onde dorme à porta. Ela tem mais ou menos 7 anos, talvez 8, e é uma garota discreta. Late às vezes nos cachorros estranhos que passam pelo portão. E avisa quando uma pessoa chega em casa. Mas não impede que alguém entre no pátio e roube a bicicleta. Ela não gosta de toalhas penduradas nas grades à noite. Caso veja alguma, arranca fora. Se rebuliça toda quando escuta o barulho de correntes, pois acha que vai passear. Tem alergia á picada de mosquito; seu nariz e orelhas são recobertos por um repelente branco no verão. Parece protetor solar. Ela gosta de esticar as patas pra frente e deixar que nós as acariciemos com os pés. Às vezes corre no terreno baldio e se deita sobre alguma carniça; vem fedendo pra casa e toma banho frio de mangueira. Já matou um gato pequeno. Nunca teve filhos.