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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Nossa vida até que vai bem

TV a cabo é algo realmente supimpa. A gente troca de canal e pá!, já tá vendo algo que nem sabia que existia mas que nos chama toda a atenção. Pois estava eu ontem procurando algo para ver e de repente pá!, fiquei assistindo, pela metade, e por poucos minutos, um documentário que mostrava uma mulher, com seus 20 e poucos anos, viciada em heroína. Ela morava com uma amiga, namorava um cara que batia nela e tinha uma filha. A filha morava com o pai e ia visitá-la uma vez por semana, levada pela vó. Antes de sair com a filha, a mulher tinha que cheirar carreiras de heroína, por que assim não tinha perigo de se sentir mal. Ela não queria que a filha a visse mal. E ia falando isso e inalando o pó de cima da mesa. Chocante.

Então, foi ver a guria, uma menina de seis ou sete anos. Enquanto elas brincavam, a vó da criança, mãe da viciada, ficou falando com a câmera. Dizendo que não sabia mais como ajudar a filha, que já tinha feito de tudo, que o máximo que podia agora era isso: levar a neta até lá. E ia falando isso e chorando. E como pareciam normais as coisas ao ver as duas brincando no balanço! Mas a guria não queria passar a noite com a mãe, porque antes passava e via a mãe tendo crises por causa da droga, ou sendo espancada pelo namorado. Então aparece a mulher pedindo pra guria passar a noite com ela, e a menina olhava pra frente, como que lembrando coisas e respondia, mexendo na Barbie: não.

Nisso, fui interrompido por meu irmão, que queria me mostrar o jogo do sapo ninja no computador. Não vi no que desandou a vida dessas pessoas. Quase sempre esses documentários acabam em tragédia. Alguém deve ter morrido. E no final, o diretor deve ter dedicado o filme à fulana.

Mas daí então vi também Super Size Me. Realmente muito interessante. Você deve saber, aquele filme do cara que come só Mac Donalds durante um mês. Engorda 11 quilos, estoura todo o fígado, o colesterol vai lá nas nuvens, essas coisas. Mas, mesclado com sua desventura culinária, ele faz uma reflexão sobre a alimentação, obesidade, fala sobre grandes marcas e seus lobbys, sobre publicidade, sobre educação, vai em escolas mostrar o que acontece por lá (e é terrível). Algo meio Michael Moore, só que menos constrangedor. Um filme bastante importante. Todos que vivem neste mundo em que todos vivem deveriam vê-lo. Sim, deveriam.

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