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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Quem vai fotografar o meu? – parte 1

Fotógrafo de casamento? Não, não! O horror na Terra, pensava eu. Quem fotografava casamentos e aniversários, para mim, era sempre aquele homem gordinho, meio careca, com uma câmera ultrapassada na mão, ou aquele outro, que usava uma bolsa de couro ridícula e tinha cara de cafajeste, comendo salgadinho e tomando cerveja no final da festa.

casamento1.jpg

Mas aí, estava eu bobeando na internet e comecei a ler textos sobre fotografia de casamento. Teorias. Especulações. Testemunhos. Informações técnicas. E fui cada vez gostando mais. Fui conhecendo o trabalho de alguns fotógrafos – que fazem a chamada “cobertura fotojornalística” - e minhas idéias modificaram-se. Fui querendo fazer aquilo. Na época meu equipamento não era exatamente apropriado para isso, então deixei de lado, pra não acabar fazendo bobagem. 

Daí agora comprei equipamento novo e fui novamente atrás de informações, sites, portfólios. E fiquei empolgadíssimo. Estou muito empolgado com isso. Sempre gostei mais de fotografar pessoas do que qualquer outra coisa (detesto exposição de paisagens de São José dos Ausentes ou bichinhos da Amazônia), e em casamento são exatamente as pessoas que são os alvos principais, quiçá únicos, da câmera.

Algumas coisas colaboraram para minha vontade de fazer isso: primeiro, o conhecimento dessa vertente fotojornalística. Ou seja, não ficar fotografando as pessoas posadinhas com os pais, com os padrinhos, com os irmãos (embora isso, porventura, tenha que ser feito também), mas ficar clicando as coisas conforme elas estão acontecendo, as pessoas fazendo as coisas, e não paradas sorrindo pra mim.

casamento2.jpg

Segundo, a existência de outras técnicas e maneiras para fotografar casamentos, que até agora eu nunca utilizei, nem tinha pensado a respeito. Além disso, há um mercado paralelo para esse tipo de fotografia que eu desconhecia (álbuns, encadernações, impressões, molduras, porta-retratos, dvds, slide-shows, coisas pra caramba). E eu gosto de conhecer o que não conheço.

Terceiro, influências da mídia. Depois de ver Quem somos nós e a novela das oito atual, ambos com fotógrafas tratadas como personagens completos interessantes (e não uma mera figurante sofrendo para tentar segurar a câmera - Viviane Pasmanter deve ter feito uns cursos por aí), parece que a profissão ganhou uma certa legitimidade para mim. Até porque as pessoas leigas puderam ver que há fotógrafos de festa bons, não só carinhas barrigudos fazendo bico porque não têm formação para outra coisa.

(a propósito, essas fotos aí em cima não são de uns fotógrafos aí que eu não sei o nome)

(continua amanhã...)

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