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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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lá lá ri lá lá rá

Não sei o que foi mais divertido: Daniella Cicarelli fornicando na praia ou o debate. Talvez esse último, já que agora sim ficou bom esse negócio de eleição, todos são inimigos. Parece eleição em Pelotas. Lá, cada debate é uma briga generalizada. Um candidato fica falando mal da esposa do outro, um outro leva as contas de IPTU que a candidata de oposição não pagou, roubam fitas do comitê adversário, é uma sensação.

Lula é muito melhor na televisão do que o Alckmin, que fica mexendo a boca sem parar quando não está falando, parecendo nervoso, encurralado. O Lula parecia Belzebu em pessoa. Aliás, ao contrário, parecia pastor da Igreja Universal: eu estou certo e vou pro céu e todos os outros são hereges infiéis. Sua eloqüência, agressividade disfarçada e aparente extrema confiança não deixaram de me lembrar o Collor, principalmente quando defendia coisas bobas ou inconsistentes como se fossem A Verdade Infinita. Tenho que concordar que ele “ganhou” o debate.

E depois do fim, então? A coisa mais ridícula que eu poderia ver eu vi. Marta Suplicy dizendo que o “governador” tinha ido mal no debate. Mas ela não disse assim, “foi mal, nós fomos melhor”, como disse o Serra pouco antes. Ela disse um discursosinho de merda que ensaiou em casa, só que querendo parecer espontâneo e casual, tentando fuder a imagem do Alckmin, mas num tom completamente fora do tom, algo debochado e muito, mas muito falso, pior que a Sônia Braga na novela das oito. Me lembrou aquelas pessoas que, na sua formatura, lêem seus discursos de agradecimentos letra por letra, inclusive as interjeições (Oh! Já ia esquecendo meu irmão...), como se estivessem conversando naturalmente. Marta disse, super-exclamando, no fim de sua representação: “Ih, mas foi ruim, viu?!”, e deu uma risadinha. Eu podia ter dormido sem essa.

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