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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Rio Grande

Fui ao correio e a atendente, vendo no meu RG que eu sou de Rio Grande, comentou: “ah, me disseram que lá tem muita gente de fora, por causa do porto, é uma cidade movimentada, não é?”. Não, não é. Nunca ouvi barbaridade maior na minha vida. Durante os 15 anos que morei lá, e os outros 11 que freqüentei e freqüento com regularidades diversas, o único forasteiro que eu conheci foi um uruguaio que meu pai mandava tomar no cu e ele não entendia. Ah, teve também minha professora de inglês, que tinha um sotaque estranhíssimo e eu jurava que ela era algo escocesa. Na verdade, soube depois, era carioca. Um carioca em Rio Grande é coisa raríssima.

A cidade é bastante fechada, mental e espiritualmente. As pessoas são tímidas, mesquinhas, fofoqueiras e ignorantes. Obviamente, não há nada de cosmopolitismo por lá.

Tá certo que eu estou generalizando totalmente, há pessoas decentes também – eu mesmo conheço algumas. Mas, no geral, a cidade é de uma mediocridade incrível.

Não é que eu não goste de minha terra e minha gente. É que sempre que eu vou lá parece que eu regredi décadas e estou ainda nos anos 80, com a mesma pasmaceira, a mesma inércia, os mesmos logradouros com nomes sinistros (como o Largo Dr. Pio e a Praça Didio Duá), o mesmo prefeito que só resolve as coisas que estão na superfície e cuja noção de cultura é organizar o espetáculo Ondas de Natal.

Mas o pior de tudo é a umidade. Sempre uma umidade assustadora.

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