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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Duas versões de um crime

O crime no Correio do Povo:
O jovem de 20 anos esquartejado e enterrado nas margens do rio Passo Fundo, nos fundos do bairro São Luiz Gonzaga, foi queimado ainda com vida. A revelação foi feita por três adolescentes, com idade de 16 e 17 anos, presos sábado à tarde pela 1ª Delegacia de Homicídios. O corpo foi encontrado quarta-feira graça a uma denúncia anônima, que também indicou os envolvidos no crime, moradores do próprio bairro. O quarto envolvido está foragido.
O chefe de investigações da 1ª DP, inspetor Sebastião Jungles, disse que a frieza dos rapazes é chocante. Eles contaram que voltavam de uma pescaria, no dia 20, quando encontraram o jovem e se desentenderam com ele. Segundo os três, a vítima foi golpeada no pescoço com uma enxada, caiu agonizando e sangrando pela boca e ainda recebeu pedradas no rosto. Eles então resolveram queimar e enterrar o corpo. Enquanto uns buscavam gasolina, outros abriam a cova. Segundo disseram, ao atearem fogo, a vítima 'ficou saracoteando'. Depois, como o corpo estava muito quente, usaram tapete e saco plástico para jogá-lo na cova. O trio nega o esquartejamento, mas não explicou como os membros estavam decepados.
O crime na Zero Hora:
Os adolescentes - três garotos e uma garota com idades que variam entre 16 e 17 anos residentes na periferia - afirmam que a morte foi motivada por uma desavença pessoal da vítima, que seria um andarilho, com um dos integrantes do grupo.O crime ocorreu na noite de 20 de fevereiro, porém o corpo só foi encontrado na última quinta-feira, graças a uma informação anônima.
Segundo o depoimento dos adolescentes à polícia, o homem - cuja identidade só será confirmada por meio de um exame de DNA - foi levado até um mato da Vila São Luiz Gonzaga. Chegando lá, ele foi alvo de um tiro de revólver calibre 38 no rosto, disparado por um dos adolescentes. Como ainda se mexia, a vítima teve o corpo encharcado com gasolina e logo depois foi queimada ainda viva. Os adolescentes cavaram um buraco para enterrar a vítima. Como o corpo não cabia na cova, o grupo arrancou as pernas e os antebraços do homem e depois o cobriu com terra.