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obnubilado

Blog que ainda existe, apesar do tempo.

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Rinoplastia e septoplastia - Cirurgia - O que não deu certo comigo

Pois a cirurgia do septo é algo muito simples. Geralmente a alta do paciente se dá no mesmo dia, sem tampão no nariz, apenas com curativo superficial. Mas há aqueles casos onde algo não dá certo, e comigo, infelizmente, aconteceu o imprevisto.

 

Minha cirurgia foi em 18 de fevereiro deste ano de 2015. Depois de estar já na sala de recuperação (o tempo de recuperação após a cirurgia é em torno de 2 horas), acordando da cirurgia, pronto para ir pro quarto para receber alta, com meu curativo pequeno da cor da pele sobre o nariz, me fixeram sentar na cama para beber água e então percebemos que eu estava sangrando . Já devia estar sangrando antes, mas como estava semi-deitado não se percebia (estava escorrendo pela garganta, sim, pois é). As enfermeiras ligaram para a médica, que deu instruções de colocarem algodões com cloridrato de oximetazolina e deixassem um tempo. Fizeram isso. Aparentemente sangrar um pouco ao tentar levantar é normal e contornável.

 

Na retirada, em torno de uma hora depois, estava sangrando ainda. Repetiram o procedimento, e chamaram minha mãe para me ver. Era início da madrugada e ela estava aguardando; como eu não iria mais para o quarto, ia ficar em observação até de manhã, a equipe achou bom deixar ela comigo alguns minutos para que pudesse ir para casa mais sossegada. Um tempo depois retiraram os algodões e novamente sangrava. Desta vez minha pressão baixou, meu batimento caiu e acharam uma boa ideia chamar a médica. 

 

Lá pelas quatro horas da madrugada a médica veio para o procedimento de urgência; com um sugador, foi enfiando nas narinas para retirar o sangue e ver o que acontecia. Não tinha o que fazer no momento a não ser me tamponar. O uso de tampões não é mais prática corriqueira na septoplastia, como era antigamente. Praticamente mais ninguém é tamponado - mas eu fui, de urgência, na madrugada, completamente acordado. Imagine que isso é uma experiência das mais horríveis que se pode ter ao recém passar por uma cirurgia. O tampão não é um simples pedaço de algodão, é um negócio enorme, que vai fundo no nariz e preenche as narinas todas de modo que você parece inchado. 

 

tampão-nasal.jpg

 

A partir de então, respirar só era possível pela boca (o que vai deixando os lábios secos e rachados e a garganta ardendo). Cada vez que engolia saliva era um movimento que fazia sentir o rosto todo, e sempre uma tensão pela dor que podia dar.

 

A dor, no entanto, não era muita. Teve uma hora que pedi remédio, logo depois do tamponamento, pq estava ardendo. Fora isso, foi tranquilo neste quesito. 

 

Pois ainda estamos a verirficar o que pode ter causado a epistaxe (que é o sangramento pelo nariz). Ter hemorragia assim não é normal, e talvez eu tenha algo que os exames de praxe não detectaram. Precisarei consultar um hematologista. Era minha primeira cirurgia, nem se imaginava que isso fosse acontecer.

 

No próximo post, o dia tamponado e a retirada do tampão...

 

Post anterior: 

Rinoplastia e septoplastia - Cirurgia - Como é

 Post seguinte:

Rinoplastia e septoplastia - Cirurgia - Retirando o tampão

 

 

Rinoplastia e septoplastia - Cirurgia - Como é

Então me preparei para fazer uma septoplastia, que é cirurgia para correção de desvio de septo. Respirava mal, geralmente apenas por uma narina, daí resolvi fazer a cirurgia. Junto, já que íamos mexer ali, decidi também fazer uma rinoplastia, que é cirurgia plástica do nariz. Sempre tive nariz grande, e ultimamente também percebi que ele era torto; se já pode tudo ser feito num único procedimento, vamos lá. Nunca tive problemas específicos com meu nariz esteticamente (principalmente depois do aparecimento de Adrien Brody), mas não achava exatamente bonito. Os nomes dos procedimentos seriam rinosseptoplastia e cauterização linear de corneto inferior.

 

Septoplastia_.jpg

 

 Antes de agendar a cirurgia tive umas cinco consultas com minha médica, doutora Raphaella Migliavacca. Tentamos melhorar a respiração com medicação anti-alérgica e sprays, mas não deu resultado. Marcamos a cirurgia para o Hospital de Clínicas. Antes de marcar, tive que fazer exames de sangue, e conversamos sobre as mudanças estéticas que eu esperava. 

 

Como tenho Unimed, fui chamado para fazer uma consulta de perícia no plano, onde constataram o desvio de septo e liberaram a cirurgia e a internação (mas não a rinoplastia, porque apenas estética, que fica um valor à parte à ser pago à equipe médica).

 

No dia da cirurgia, jejum de 8 horas de comida e de 4 horas de água. Fui solicitado a chegar com uma hora e meia de antecedência, para ir fazendo os papéis de entrada no hospital. Me chamaram para a preparação em torno de meia hora antes do horário da cirurgia; daí tive que tirar a roupa toda e vestir um daqueles camisolãos com as costas abertas. Fiquei aguarando na maca, na sala pré-operatória, onde a anestesista veio falar comigo. Fez algumas perguntas, ela disse que seria anestesia geral, assinei um termo, e em breve fui levado para a sala de cirurgia, onde a anestesia fez efeito rápido e eu apaguei.

 

No próximo post continuamos, contando o que aconteceu de inesperado na minha cirurgia...

 

Post seguinte: 

Rinoplastia e septoplastia - Cirurgia - O que não deu certo comigo

 

 

A volta dos que foram

Então, estou eu aqui ressuscitando este blog que há mais de três anos está jogado no esquecimento (menos para as pessoas que ainda procuram por "Antonio Fagundes pelado" e continuam a cair neste post). 

 

Pois tenho alguns assuntos que gostaria de compartilhar e não vejo porque criar outro blog, nem há razão para tratar disso no Facebook, que tem um foco limitado e atinge meus conhecidos que provavelmente não vão se interessar. 

 

Blog é bom porque pode atingir pessoas aleatórias procurando pelos assuntos tratados, então vamos lá que de pessoas esses mundo está cheio.

 

Nestes últimos anos realmente muita coisa mudou. Mudei de trabalho, de casa, terminei um relacionamento longo, estive na Europa, conheci pessoas importantes e outras nem tanto. Vamos ver onde vamos parar.

 

 

Panettones com chocolate - Avaliação

 

Época de Natal é uma variedade de panetones apetitosos nos supermercados. Prefiro os de chocolate, sim. E se for bom e barato, melhor - mas quem são eles?. Por isso, resolvi comprar panetones dos mais baratos - e também os de preçço "normal" - e ver o que eles têm de melhor ou pior. Com notas de 0 (destestável) a 6 (excelente), vou destacar como se encaixaram no meu paladar.

 

Bimbo - Fabricado em São Paulo e distribuído pelo Walmart (Nacional, Big etc...). O mesmo também é embalado com a marca Laura (à venda no Nacional).

Preço pago - R$ 5,30

Aparência: Moreninho por fora e por dentro. Olha mais de perto e verás pedaços de massa amassarocados com buracos vazios de "chocolate" .

Sabor: Tirem as crianças da sala! Cheio de essência para dar gosto e produtos químicos para dar uma encorpada - mas não conseguem nem chegar perto de um "real" panettone. Amargo, azedo, desagradável, textura úmida não porque é "molhadinho" mas porque não é bem assado.

Nota: 0

 

Sabrozzo - Fabricado no Uruguai, com importação pela Companhia Zaffari.

Preço pago - R$ 5,80

Aparência: Quando a gente corta, percebe que ele é pálido, o "chocolate" é sem cor e a massa parece não muito assada.

Sabor: Gosto de velho, não parece panettone, nem tem resquícios de algo que lembre chocolate. Receberia nota zero se eu não tivesse provado o panettone da Bimbo.

Nota: 1

 

Nestlé Classic - Caixa bonitnha, invocando o chocolate ao leite Nestlé ("traz o verdadeiro sabor do mais puro e tradicional chocolate ao leite", diz na caixa, no que deve ser a piada do ano).

Preço pago: R$ 9,95

Aparência: Bonito, você olha e pensa "que coisa gostosa!". Os buracos de chocolate tem recheio mesmo, e bem cremoso.

Sabor: Ao contrário do chocolate a que ele faz referência (que é super doce), o panetone não parece ter muito açúcar. Isso poderia ser um ponto favorável, se o gosto fosse suave, mas na verdade é um gosto bem acentuado de essências ou algo do tipo, que deixa um amargo na boca. Não muito agradável de comer, enjoa rápido por ter esse sabor forte, mas a textura é bem macia e molhadinha (sem precisar ser meio cru, que nem os outros anteriores).

Nota: 3

 

Chocottone Bauducco - Ok, todo mundo conhece, o da caixa amarela.

Preço pago: R$ 9,98

Aparência: Bonito, tudo certo . Os buracos também tem recheio cremoso.

Sabor: Longe de ser a coisa mais gostosa do mundo, não se encaixou na expectativa que eu tinha na mente desde uns 3 anos atrás quando o provei pela primeira e única vez. Textura também úmida e macia, embora um pouco menos que o da Nestlé. Se destaca mais pelo que não é, em comparação aos outros, do que por suas qualidades positivas: não tem gosto forte, não tem aquele grande sabor de essência e não é enjoativo, nem amargo, sendo mais agradável de comer.

Nota: 4

Travesseiro de Corpo

Tenho grande dificuldade em dormir normalmente conciliando postura decente com travesseiros. Atualmente durmo com 3 travesseiros. Poderiam ser 4. Daí descobri por acaso isso hoje, um "travesseiro de corpo".  É estranho, e não posso deixar de pensar que é um pouco (só um pouquinho) bizarro, mas deve ser muito útil. Custando em média R$ 70,00, não é muito caro, e nesta loja tem até um bem mais barato (só que aparenta ser mais mole, talvez não seja tão bom).  Os da marca Duoflex me pareceram ser melhores (como este da foto).

Prefiro o filme na minha cabeça

Sem nunca ter lido, e sem nunca ter visto um filme, eu não gostava de Harry Potter. Porque, realmente, qualquer coisa da moda, que faz pessoas se fantasiarem e ficarem quase fanáticas, já de cara me desinteressa. Mas, enfim, por razões profissionais em 2005 eu vi um dos filmes no cinema (O cálice de fogo) e era até interessante. Daí este ano resolvi me atualizar no mundo de bruxarias e vi todos os filmes, a partir do segundo (A Câmara Secreta) e acabei ficando super integrado no mundo das pessoas que gostam de Harry Potter (embora não tenha me fantasiado de nada).

Tive então interesse em ler os livros, mas não tinha paciência para começar desde o primeiro - que é mais infantil -, então resolvi ler apenas o último, que deveria me esclarecer sobre as dúvidas numerosas que surgiu ao ver os filmes. E o livro é ótimo, com uma narrativa super poderosa, cheio de cenas excelentes e altas revelações. Estava então ancioso para ver o filme - a parte final de As relíquias da Morte. E eis que o filme acabou sendo bem decepcionante.

 

 Aqui não me interessa fazer comparações ranhentas entre livro x filme, mas sim entre algo que funciona muito bem (a narrativa literária) e algo que é tão simplificado que não funciona como final decente para a história (o filme).

O roteiro é tão cheio de clichês, que me deu pena por terem desperdiçado um material original tão cheio de possibilidades. Perderam a oportunidade de fazer grandes cenas com os grandes momentos do livro, e diluíram os grandes atores - e os grandes personagens - em uma produção que acaba sendo mais infantil do que os últimos outros três filmes. Não fazem uma cena sequer decente com a Helena Bonham Carter, desperdiçam muito das sequências entusiasmantes que há com a personagem de Maggie Smith no livro, e Ralph Fiennes é sub-aproveitado em cenas de edição rápida e de espírito pequeno. Ah, e o flashback da vida do Severo Snape é tão flash que não sei se quem não leu o livro notou a importância daquilo que é tão vagamente mostrado ali.

Na verdade o livro é uma tragédia, é algo que começa mal e acaba mal, mesmo que chegue-se a um fim satisfatório ao "bem", muita coisa de errado acontece, e todos saem transformados - e transtornados - da guerra. No filme, não, é tudo tão fácil, limpo (sangue? onde? tem 400 pessoas morrendo e não há sangue; as pessoas morrem e viram purpurina) e igual ao que já se viu.

O livro nos remete aos alastramento do nazismo, e aos anos de guerra fria. Neste filme, não há a sensação de terror e sufocamento que a leitura da obra de JK Rowling nos traz. Os três filmes anteriores dirigidos por David Yates (também diretor deste) vão se tornando cada vez mais pesados e complexos, mas este sai da linha, é um mero filme de ação juvenil - o que os outros já haviam deixado de ser há tempos.

Ian McKellen e suas palestars anti-homofóbicas

 

Por acaso encontrei um texto bacana, no jornal britânico The Guardian, falando sobre as palestras que o ator Ian Mckellen (intérprete dos personagens Gandalf e Magneto no cinema, entre outros) faz em escolas na Inglaterra para debater as questões referentes a homossexualidade. Fiz a tradução (bem corrida e, portanto, um pouco tosca) do texto e coloco abaixo. Para ler o original, escrito por em abril deste ano, é só clicar aqui.

 

Ian McKellen visita escolas para debater temática gay

Por Gary Nunn

 

“Vocês conhecem alguém gay?” pergunta Sir Ian McKellen. Silêncio. Cabeças movem-se. “Bom, vocês conhecem agora. Eu sou gay.” É minha vez de falar: “Vocês conhecem dois agora. Eu freqüentava esta escola – e eu sou gay”, eu digo. “Vocês conhecem três agora”, contribui um aluno do último ano. Os outros alunos não parecem tão surpresos, e ele parece admiravelmente confortável com sua sexualidade. Em seguida: “Eh... Bem, vocês conhecem quatro agora.” Todos se viram para ver um garoto uniformizado, dirigindo-se a Ian McKellen. Todos admiram-se, inclusive eu, mas ninguém fala. Então McKellen diz, com sua voz suave, “Que tal isso? Parece que todos conhecemos mais pessoas gays do que costumamos pensar.”

Este é o terceiro mês da série de visitas que McKellen faz em escolas secundárias em nome da Stonewall, uma entidade pelos direitos de igualdade gay que ele co-fundou em 1989, e na qual eu trabalho. Nós dois viemos à escola Hundred of Hoo, em Kent, Inglaterra – na qual me formei há mais de uma década.

Tem se tornado uma cena familiar para mim. “Minhas visitas a escolas geralmente são premiadas por pessoas se assumindo,” ele diz. “E não me refiro apenas a alunos – já houve funcionários se revelando aos seus chefes também”.

McKellen obviamente tem um efeito poderoso sobre as escolas que visita; como isso faz ele se sentir? “Um pouco sobrecarregado – e privilegiado”, comenta.

Gandalf usou sua magia em 54 escolas secundárias nos últimos dois anos. Seu sonho? Um sistema de ensino livre da homofobia que o tem atingido por anos – e um currículo que plenamente inclua lésbicas, gays e bissexuais.

McKellen e a Stonewall encaram as visitas a escolas como um ponto crucial para garantir que nenhum potencial seja negado aos alunos gays de hoje – especialmente para aqueles que têm tido o desempenho abalado pelo bullying.

A homofobia era frequente quando eu era estudante. “Anormal” e “bicha” eram palavras familiares, jogadas a qualquer um que, como eu, percebeu que seria gay. Consequentemente, ninguém se atrevia a se assumir. Isso criou um círculo vicioso: professores não viam motivo para falar sobre questões referentes a homossexualidade se aparentemente não havia alunos homossexuais. Só depois que saí da escola foi que descobri que três dos meus melhores amigos também eram gays. Nós éramos assustados demais até para revelar isso entre nós.

O famoso “artigo 28” da lei introduzida quando Margaret Thatcher era primeira-ministra teve grande culpa por isso. A lei tornou ilegal as escolas “promoverem” a homossexualidade na Inglaterra.  Então a homofobia foi corroendo sem obstáculos por 15 anos, até a revogação da lei em 2003. Mas a ressaca permanece. Recente pesquisa do portal YouGov para a fundação Stonewall relatou que 9 entre 10 professores de escolas admitem que seus alunos experienciam bullying homofóbico, mas 9 entre 10 nunca receberam nenhum tipo de treinamento sobre como lidar com isso. Noventa e cinco por cento dos professores já escutaram a frase “você é muito gay” ou “isso é tão gay”. Homofobia é tão comum que “gay” entrou para o vocabulário como sinônimo de qualquer coisa inadequada.

Mas eu mal reconheço a escola neste meu retorno. Questões gays estão muito mais presentes – e os estudantes estão abertamente honestos sobre seus preconceitos. “Nós pesquisamos você ontem no Google, Gandalf... Quer dizer, Sir Ian!”, diz uma garota de 12 anos. “Nós ficamos surpresos quando descobrimos que você é gay, porque você não se parece nada com o Alan Carr!” (Alan Carr é um comediante da televisão inglesa que tem trejeitos afeminados). McKellen respondeu que pessoas gays vêm em todos os tamanhos, formas e personalidades, assim como pessoas hetero. Ian conhece Alan e diz que ele é exatamente daquele jeito também fora da TV. O mais importante é que ele possa ser ele mesmo.

A classe escuta atentamente enquanto o ator diz que se assumiu publicamente em 1988, quando tinha 49 anos, porque o artigo 28 estava sendo debatido no parlamento. “Você não se preocupou que isso pudesse acabar com sua carreira?”, uma estudante pergunta. Sim, mas era um risco que estava disposto a correr, McKellen responde, e explica como a visibilidade gay era tão importante na época.

O que ele acha das reações dos estudantes? “Até começar a visitar às escolas, eu não tinha percebido o quanto ainda existe de bullying  homofóbico. Falando abertamente sobre minha vida como homem gay e escutando as considerações dos estudantes, das equipes , dos pais e dos governantes, eu espero que as visitas façam alguma diferença e também consigam dar confiança aos estudantes gays para sua vida futura.”

 

Linguagem homofóbica

É hora da reunião de toda a escola, o grande final da visita de Gandalf. “Eu não sou inútil”, McKellen afirma na entrada da minha antiga escola, “mas quando você usa esta palavra como um insulto, é o que você está dizendo sobre mim. Então, por favor, prestem atenção à linguagem de vocês. Por que se não, vocês também não vão prestar atenção ao que vocês fazem...” Ele continua, contando como Ian Baynham foi recentemente morto em um ataque de jovens homofóbicos. “A garota que bateu na cabeça dele usava a palavra ‘gay’ querendo dizer algo indesejável e inútil. E isso provavelmente a convenceu de que pessoas gays são indesejáveis e inúteis e não merecem viver.”

Isso teve um grande efeito sobre dois amigos de 10 anos, que me disseram: “Nós não percebemos que chamar as coisas de ‘gays’ podia ofender alguém. Foi tocante quando ele disse que nunca foi capaz de dizer à sua mãe que ele é gay. Um dos nossos amigos é gay e ele sofre abusos por causa disso. Nós esperamos que isso pare.”

McKellen também visita classes para promover o guia de currículo escolar da Stonewall chamado “Oh, não esse papo gay!”, que aconselha professores a como inserir questões homossexuais nas suas aulas.  Em aulas de ciência, por exemplo, pode ser um alívio para alunos gays aprender como a atração pelo mesmo sexo é um fator natural também em outras espécies.

A nova campanha da Stonewall em escolas também inclui o militar James Wharton, que, aos 24 anos, é a nova face da luta pela igualdade gay: ele foi o primeiro soldado assumidamente homossexual a aparecer na capa da Soldier, a revista das Forças Armadas da Inglaterra. Wharton visitará escolas com a fundação Stonewall nos próximos meses.

 

Hamburguer de verdade em Porto Alegre

Just Burgers é um bom nome, parece uma rede de lancherias prontamente vinda de New Jersey, mas na verdade é hamburqueria original de Porto Alegre. Situada na Rua Lima e Silva, sempre me pareceu interessante quando passava na frente e resolvi proveitar a oferta de um desses sites de compra coletiva para ir lá conhecer e provar um hamburguer.

Realmente o sabor do hamburquer é um grande diferencial. Tem gosto de churrasco, e não é porque seja artificialmente flavorizado (de acordo com o site deles, os hambúrqueres são assados em pedra cerâmica, por isso a sensação gustativa superior a todos os concorrentes). Não é muito grande - poderia comer dois, nem é dos mais convidativos ao bolso - R$ 12,00 a opção que vem com um hamburguer bovino de 150 gramas; mas vale o que se paga, é bom, o ambiente é bonito, o atendimento é prestativo e eficiente.
Os hambúrqueres vêm acompanhados de um molho, que se escolhe entre 3 opções. Provei o Just Mix, que vem com maionese, azeitona e alcaparras (ótimo!), e o Hot, à base de carne levemente picante, dizem (mas não era nada picante, na verdade, nem tinha assim um sabor identificável).
Os condimentos são de uma boa marca (Heinz) e não aqueleas bisnagas cheias de deus-sabe-o-quê que geralmente se apresentam (ou - pior - aqueles sachês com maizena colorida dizendo que é catchup).
Eles também têm várias outras opções de hamburgueres, além de outros tipos de pratos,  como saladas e espetinhos (que pareceram bem interessantes, por um bom preço).
Voltarei lá próximas vezes.

O site deles: www.justburgersbrasil.com.br

Conviction

 

 

Nem sabia da existência desse filme (que se chama "Uma vida pela liberdade" no Brasil), e de repente comecei a assisti-lo e achei o negócio um tanto impressionante. Não pelo filme em si, mas pelo exemplo de convicção, esperança, perseverança e abnegação de alguém que realmente acredita na inocência de outra pessoa.

Baseado em fatos reais, trata de um caso emblemático de condenação equivocada. E não é pouca coisa: Kenny Waters foi condenado à prisão perpétua por assassinato, e a irmã dele, Betty Anne, passou os 18 anos seguintes concluindo o high school e fazendo faculdade de direito para que finalmente ela pudesse assumir o caso e tentar reabrir o processo. E, apesar de um mundo de contrariedades, ela, com a ajuda do The Innocence Project, milagrosamente consegue provas materiais e evidências de falsos testemunhos e manipulação de testemunhas pela polícia e consegue libertar o irmão.

Uma história polpuda dirigida por Tony Goldwyn (o amigo traidor de "Ghost"), com ótimos atores (Hilary Swanky, Minnie Driver, Sam Rockwell), fotografada com uma câmera inquieta pelo brasileiro Adriano Goldman. Não é um grande filme, mas é algo que faz a gente pensar "eita, se fosse meu irmão, dedicaria assim minha vida para tentar provar a inocência dele?". Pessoas podem sempre surpreender, para o bem e para o mal. É sim.

Em 2009, a família dele foi indezinada em 3,4 milhões de dólares pelo erro judicial. A policial responsável pelas falsas acusações não pôde ser punida, no entanto, porque já havia passado muito tempo.

Mas a ironia de Deus foi que, após o cara ficar 18 anos preso, ele finalmente começa vida nova em liberdade e MORRE AO CAIR DE UM MURO, SEIS MESES DEPOIS de sair da cadeia.

Nesse pequeno vídeo aparece um pouco da história e dos personagens reais:

 

Eu voltei (por enquanto...)

Oh, sim, tanto tempo sem escrerver neste blog, não sei nem como ainda o mantêm no ar. Eu já teria apagado se fosse o Sapo. Mas sempre interessante vir por aqui e ver tantas coisas que eu escrevi desde 2005 (!). Tantas coisas patéticas, e tantas coisas também bacanas que me divertem quando eu releio, como o texto sobre Bun-Hur ser gay, ou minha indignação com a receita errada de arroz doce, ou as crônicas inacabadas sobre a pensão onde eu morei, ou o texto sobre o show do Caetano e sobre o show do Placebo e sobre a peça lituana.

 

Bom, após voltas e voltas pelas redes sociais e pelos pequenos textos despretensiosos (ou nem tanto), vou talvez retornar a escrever algumas coisas aqui, para que os meus 26 leitores diários (segundo o serviço de estetísticas da página) tenham sempre algo novo para ler.

 

Fonte da imagem: aqui

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